sexta-feira, 13 de maio de 2016

40 filmes para quem ama História

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   Lista de quarenta filmes com temas relacionados com História, para quem gosta do gênero.

Nós que aqui estamos por vós esperamos (1999) – Direção: Marcello Masagão.
Um documentário sensacional. Com recortes biográficos reais para representar o século XX e toda sua efervescência. Sem seguir a típica e didática linha cronológica dos documentários tradicionais, este, além de dispensar a também típica narração, se revela um experimento totalmente original. Com uma mescla de música, citações, imagens de personalidades conhecidas e personagens até então anônimos, temos um excelente retrato do século XX, incluindo seus grandes pensadores, os dois grandes conflitos mundiais, as invenções, a mudança da presença feminina na sociedade e as diversas outras transformações que se sucederam. A maior genialidade do filme, entretanto, é saber retirar das imagens muitas histórias que geralmente passam despercebidas. É preciso ter uma visão centrada, como Marcello Masagão explicita nesse filme, para perceber que mesmo sendo muitas, as pessoas que pelo mundo passaram foram importantes para ele de alguma maneira, criando-o, inventando-o, modificando-o ou simplesmente vivendo-o. Suas histórias, mesmo enterradas, ainda existem. Em um lugar para qual todos vamos, e eles esperam por nós. Até um dia, quem sabe!
O Nome da Rosa (1986) – Direção: Jean-Jacques Annaud
Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que o acompanha, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro. William de Baskerville começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio.
Diários de Motocicleta (2004) – Direção: Walter Salles
Que belo filme. Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicina que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.
A Guerra do Fogo (1981) – Direção: Jean-Jacques Annaud
Um dos meus prediletos. Ótimo para ser usado nas aulas de introdução à psicologia para mostrar a natureza humana primitiva. A reconstituição da pré-história, tendo como eixo a descoberta do fogo. A saga de uma tribo e seu líder, Naoh, que tenta recuperar o precioso fogo recém-descoberto e já roubado. Através dos pântanos e da neve, Naoh, encontra três outras tribos, cada uma em um estágio diferente de evolução, caminhando para a atual civilização em que vivemos.
Tempos Modernos (1939) – Direção: Charlie Chaplin
Um operário de uma linha de montagem, que testou uma “máquina revolucionária” para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela “monotonia frenética” do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado. Só vendo!
Z (1969) – Direção: Costa-Gavras
Conheça o caso Lambrakis, onde a morte de um político foi encoberta vergonhosamente por políticos e policiais, na Grécia dos anos 60. Vencedor dos Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e Edição, foi o primeiro filme a ser indicado também na categoria Melhor Filme.
Dawson, Ilha 10 (2009) – Direção: Miguel Littin
Dawson, Ilha 10, aborda o golpe militar que em 1973 derrubou o governo democrático de Salvador Allende e vitimou milhares de chilenos, dando início a uma das mais longas e sangrentas ditaduras da América Latina. O filme mostra o sofrimento de ministros do governo Allende que foram aprisionados em uma ilha gelada, de clima antártico, onde funcionou um campo de concentração projetado pelo criminoso nazista Walter Rauff, então refugiado no Chile.
Ivan, o Terrível – Parte I (1944) – Direção: Sergei M. Eisenstein
Em 1547, Ivan IV (1530-1584), arquiduque de Moscou, se auto-proclama o Czar de Rússia e se prepara para retomar territórios russos perdidos. Superando uma série de dificuldades e intrigas, Ivan consegue manipular as pessoas destramente e consolidar seu poder.
Alexander Nevsky (1938) – Direção: Sergei M. Eisenstein
Na Rússia do século 13, invadida por estrangeiros, o príncipe Alexander Nevsky arregimenta a população para formar um exército e conter a invasão de cavaleiros teutônicos. Baseado em fatos históricos.
Em Nome do Pai (1993) – Direção: Jim Sheridan
Em 1974, um atentado a bomba produzido pelo IRA (Exército Republicano Irlandês) mata cinco pessoas num pub de Guilford, arredores de Londres. O filme conta a história real do jovem rebelde irlandês Gerry Conlon, que junto de três amigos, é injustamente preso e condenado pelo crime. Giuseppe Conlon, pai de Gerry, tenta ajudá-lo e também é condenado, mas pede ajuda à advogada Gareth Peirce, que investiga as irregularidades do caso.
Doutor Jivago (1965) – Direção: David Lean
O filme conta sobre os anos que antecederam, durante e após a Revolução Russa pela ótica de Yuri Zhivago (Omar Sharif), um médico e poeta. Enquanto Strelnikoff representa o “mal”, Yevgraf representa o “bom” elemento da Revolução Bolchevique.
No (2012) – Direção: Pablo Larraín
História do plebiscito que, em 1988, pôs fim a uma ditadura de 15 anos imposta por Augusto Pinochet. No conta a história de René Saavedra (Gael Garcia Bernal), um exilado que volta ao chile e vai trabalhar como publicitário a serviço da campanha “Não”, que tem como objetivo influenciar o eleitorado a votar contra a permanência de Augusto Pinochet no poder durante um referendo, feito sob pressão internacional, pelo próprio ditador.
A Onda (2008) – Direção: Dennis Gansel
Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.
Amém (2002) – Direção: Costa-Gavras
Kurt Gerstein (Ulrich Tukur) é um oficial do Terceiro Reich que trabalhou na elaboração do Zyklon B, gás mortífero originalmente desenvolvido para a matança de animais mas usado para exterminar milhares de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Gerstein se revolta com o que testemunha e tenta informar os aliados sobre as atrocidades nos campos de concentração. Católico, busca chamar a atenção do Vaticano, mas suas denúncias são ignoradas pelo alto clero. Apenas um jovem jesuíta lhe dá ouvidos e o ajuda a organizar uma campanha para que o Papa (Marcel Iures) quebre o silêncio e se manifeste contra as violências ocorridas em nome de uma suposta supremacia racial.
O Encouraçado Potemkin (1925) – Direção: Sergei M. Eisenstein
Em 1905, na Rússia czarista, aconteceu um levante que pressagiou a Revolução de 1917. Tudo começou no navio de guerra Potemkin, quando os marinheiros estavam cansados de serem maltratados, sendo que até carne estragada lhes era dada, com o médico de bordo insistindo que ela era perfeitamente comestível. Alguns marinheiros se recusam a comer esta carne, então os oficiais do navio ordenam a execução deles.
A Paixão de Joana D’Arc (1928) – Direção: Carl Theodor Dreyer
França, século XV, Joana de Domrémy, filha do povo, resiste bravamente a ocupação de seu país. É presa, humilhada, torturada e interrogada de maneira impiedosa por um tribunal eclesiástico, que a levou, involuntariamente, a blasfemar. É colocada na fogueira e morre por Deus e pela França.
Persépolis (2007) – Direção: Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud
Marjane Satrapi (Gabrielle Lopes) é uma garota iraniana de 8 anos, que sonha em se tornar uma profetisa para poder salvar o mundo. Querida pelos pais e adorada pela avó, Marjane acompanha os acontecimentos que levam à queda do xá em seu país, juntamente com seu regime brutal.
Adeus, Lenin! (2003) – Direção: Wolfgang Becker
Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos.
Lawrence da Arábia (1962) – Direção: David Lean
Em 1916, em plena I Guerra Mundial, o jovem tenente do exército britânico estacionado no Cairo pede transferência para a península arábica, onde vem a ser oficial de ligação entre os rebeldes árabes e o exercito britânico, aliados contra os turcos, que desejavam anexar ao seu Império Otomano a península arábica. Lawrence, admirador confesso do deserto e do estilo de vida beduíno, oferece-se para ajudar os árabes a se libertarem dos turcos.
Glória Feita de Sangue (1957) – Direção: Stanley Kubrick
Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Mireau (George Meeker), um general francês, ordena um ataque suicida e como nem todos os seus soldados puderam se lançar ao ataque ele exige que sua artilharia ataque as próprias trincheiras. Mas não é obedecido neste pedido absurdo, então resolve pedir o julgamento e a execução de todo o regimento por se comportar covardemente no campo de batalha e assim justificar o fracasso de sua estratégia militar.
O Último Rei da Escócia (2006) – Direção: Kevin Macdonald
O filme mostra os acontecimentos reais na Uganda durante os anos 70, quando o ditador Idi Amin (Forest Whitaker, ganhador do Globo de Ouro e ganhado Oscar por este papel) exercia seu poder. A história é narrada por meio do ponto de vista de seu médico pessoal.
Valsa com Bashir (2009) – Direção: Ari Folman
Numa noite num bar, um homem conta ao velho amigo Ari sobre um pesadelo recorrente no qual é perseguido por 26 cães alucinados. Toda noite é o mesmo número de bestas. Ambos concluem que o pesadelo tem a ver com a missão deles no exército israelense contra o Líbano, décadas atrás. Ari, no entanto, fica surpreso ao perceber que não consegue mais se lembrar de nada sobre aquele período da sua vida. Intrigado com o enígma, Ari decide se encontrar e entrevistar velhos camaradas pelo mundo. Ele tem necessidade de descobrir toda a verdade sobre aquele tempo e sobre si mesmo. E quanto mais ele se aprofunda no mistério, mais suas lembranças se tornam aterrorizantes e surreais.
A Queda – As Últimas Horas de Hitler (2004) – Direção: Oliver Hirschbiegel
Traudl Junge (Alexandra Maria Lara) trabalhava como secretária de Adolf Hitler (Bruno Ganz) durante a 2ª Guerra Mundial. Ela narra os últimos dias do líder alemão, que estava confinado em um quarto de segurança máxima.
A Culpa é do Fidel! (2006) – Direção: Julie Gavras
Anna de la Mesa (Nina Kervel-Bey) tem 9 anos, mora em Paris e leva uma vida regrada e tranqüila, dividida entre a  escola católica e o entorno familiar. O ano é 1970 e a prisão e morte do seu tio espanhol, um comunista convicto, balança a família. Ao voltar de uma viagem ao Chile, logo após a eleição de Salvador Allende, os pais de Anna estão diferentes e a vida familiar muda por completo: engajamento político, mudança para um apartamento menor, trocas constantes de babás, visitas inesperadas de amigos estranhos e barbudos. Assustada com essa nova realidade, Anna resiste à sua maneira. Aos poucos, porém, realiza uma nova compreensão do mundo.
A Infância de Ivan (1962) – Direção: Andrei Tarkovsky
Durante a segunda Grade Guerra, os russos tentavam combater a investida nazista em seu território. Nas frentes soviéticas, Ivan, um garoto órfão de 12 anos, trabalha como um espião, podendo atravessar as fronteiras alemãs para coletar informação sem ser visto, e vive sob os cuidados de três oficiais russos. Mas, após inumeras missões, e com um desgaste físico cada vez maior, os oficiais resolvem poupar Ivan, mandando-o para a escola militar. Ganhador do Leão de Ouro em Veneza.
O Que é Isso, Companheiro? (1997) – Direção: Bruno Barreto
Em 1964, um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um plano para sequestrar o embaixador dos Estados Unidos (Alan Arkin) para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura.
Narradores de Javé (2003) – Direção: Eliane Caffé
Somente uma ameaça à própria existência pode mudar a rotina dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé. É aí que eles se deparam com o anúncio de que a cidade pode desaparecer sob as águas de uma enorme usina hidrelétrica. Em resposta à notícia devastadora, a comunidade adota uma ousada estratégia: decide preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Como a maioria dos moradores são analfabetos, a primeira tarefa é encontrar alguém que possa escrever as histórias.
A Missão (1986) – Direção: Roland Joffé
No final do século XVIII Mendoza (Robert De Niro), um mercador de escravos, fica com crise de consciência por ter matado Felipe (Aidan Quinn), seu irmão, num duelo, pois Felipe se envolveu com Carlotta (Cherie Lunghi). Ela havia se apaixonado por Felipe e Mendoza não aceitou isto, pois ela tinha um relacionamento com ele. Para tentar se penitenciar Mendoza se torna um padre e se une a Gabriel (Jeremy Irons), um jesuíta bem intencionado que luta para defender os índios, mas se depara com interesses econômicos.
Danton – O Processo da Revolução (1983) – Direção: Andrzej Wajda
Na primavera de 1794, Danton (Gérard Depardieu) retorna a Paris e constata que o Comitê de Segurança, sob a incitação de Robespierre (Wojciech Pszoniak), inicia várias execuções em massa. O povo, que já passava fome, agora vive um medo constante, pois qualquer coisa que desagrade o poder é considerado um ato contra-revolucionário. Nem mesmo Danton, um dos líderes da Revolução Francesa, deixa de ser acusado.
A Rainha Margot (1994) – Direção: Patrice Chéreau
No século XVI um casamento de conveniência é celebrado com o intuito de manter a paz. A união entre a católica Marguerite de Valois, a rainha Margot (Isabelle Adjani), e o nobre protestante Henri de Navarre (Daniel Auteuil) tinha como meta unir duas tendências religiosas. O objetivo do casamento foi tão político que os noivos não são obrigados a dormirem juntos. As intrigas palacianas vão culminar com a Noite de São Bartolomeu, na qual milhares de protestantes foram mortos. Após isto Margot acaba se envolvendo com um protestante que está sendo perseguido.
Tiros em Ruanda (2005) – Direção: Michael Caton-Jones
Ruanda. Durante 30 anos, o governo de maioria Hutu perseguiu a minoria Tutsi. Pressionado pelo ocidente, o governo aceitou dividir o poder com os Tutsis, mesmo contra a vontade. Porém em 6 de abril de 1994 tem início um genocídio, que mata quase um milhão de pessoas em apenas 100 dias. Neste contexto um padre inglês e seu ajudante tentam fazer o que podem para ajudar a minoria Tutsi, mesmo tendo a opção de partirem para a Europa.
Roma, Cidade Aberta (1945) – Direção: Roberto Rossellini
Roma, 1944. Um dos líderes da Resistência, Giorgio Manfredi (Marcello Pagliero), é procurado pelo nazistas. Giorgio planeja entregar um milhão de liras para seus compatriotas. Ele se esconde no apartamento de Francesco (Francesco Grandjacquet) e pede ajuda à noiva de Francesco, Pina (Anna Magnani), que está grávida. Giorgio planeja deixar um padre católico, Don Pietro (Aldo Fabrizi), fazer a entrega do dinheiro. Quando o prédio é cercado, Francesco é preso pelos alemães e levado para um caminhão.
Julgamento em Nuremberg (1961) – Direção: Stanley Kramer
Após a 2ª Guerra Mundial um juiz americano é convocado para chefiar o julgamento de quatro juristas alemães responsáveis pela legalização dos crimes cometidos pelos nazistas durante a guerra. Dirigido por Stanley Kramer (Adivinhe Quem Vem Para Jantar) e com Spencer Tracy, Burt Lancaster, Marlene Dietrich, Maximilian Schell, Judy Garland, Montgomery Clift e William Shatner no elenco. Vencedor de 2 Oscars.
Platoon (1986) – Direção: Oliver Stone
Chris (Charlie Sheen) é um jovem recruta recém-chegado a um batalhão americano, em meio à Guerra do Vietnã. Idealista, Chris foi um voluntário para lutar na guerra pois acredita que deve defender seu país, assim como fez seu avô e seu pai em guerras anteriores. Mas aos poucos, com a convivência dos demais recrutas e dos oficiais que o cercam, ele vai perdendo sua inocência e passa a experimentar de perto toda a violência e loucura de uma carnificina sem sentido.
Sangue Negro (2007) – Direção: Paul Thomas Anderson
Virada do século XIX para o século XX, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro de minas de prata derrotado, que divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo.
A Língua das Mariposas (1999) – Direção: José Luis Cuerda
O mundo do pequeno Moncho estava se transformando: começando na escola, vivia em tempo de fazer amigos e descobrir novas coisas, até o início da Guerra Civil Espanhola, quando ele reconhecerá a dura realidade de seu país. Rebeldes fascistas abrem fogo contra o regime republicano e o povo se divide. O pai e o professor do menino são republicanos, mas os rebeldes ganham força, virando a vida do garoto de pernas para o ar.
O Leopardo (1963) – Direção: Luchino Visconti
Sicília, durante o período do “Risorgimento”, o conturbado processo de unificação italiana. O príncipe Don Fabrizio Salina (Burt Lancaster) testemunha a decadência da nobreza e a ascensão da burguesia, lutando para manter seus valores em meio a fortes contradições políticas.
Napoleão (1927) – Direção: Abel Gance
Pelas suas modernas técnicas narrativas e de filmagem, o filme de Abel Gance é considerado um dos mais memoráveis filmes mudos da história. Mostrando desde a infância de Napoleão até a invasão da Itália pelo exercito francês em 1797, a cinebiografia seria a primeira de uma série de seis filmes, que não chegaram a ser realizados.
Xingu (2012) -Direção: Cao Hamburger
O filme conta a trajetória dos irmãos Vilas Bôas (Orlando, Leonardo e Cláudio) que participaram de forma decisiva na expedição Roncador-Xingu – que teve início ainda durante o governo Vargas. Os irmãos também foram figuras fundamentais na criação do parque nacional do Xingu. No filme podemos observar a relação e os primeiros contatos com tribos nativas ainda isoladas”.
Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975) - Direção: Terry Jones, Terry Gilliam
Aqui temos uma sátira da Idade Média e isso é o que torna este filme ilustrativo do ponto de vista histórico. Indo na linha contrária dos diversos filmes que retratam o período, o grupo inglês Monty Python satiriza reis, cavaleiros e até a caça às bruxas”.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

MESTRADO EM EDUCAÇÃO – MINISTRO MERCADANTE HOMOLOGA RESOLUÇÃO DE REVALIDAÇÃO DO CNE – VALEU A NOSSA LUTA!


A APLB-Sindicato informa que o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante,  homologou o Parecer CNE/CES Nº 56/2015, Ratificado para Nº 309/2015 do Conselho Nacional de Educação, que regulamenta as normas para o Processo de Revalidação de Diplomas Estrangeiros no Brasil. As novas regras, entre elas as que estabelecem o prazo de 90 dias e Sistema Simplificado de Revalidação, já estão em vigor e terão um período para sua implantação em todas as universidades brasileiras.
A decisão representa uma vitória para toda a categoria. Desde 2010, a APLB-Sindicato, através do seu Departamento Social, vem apoiando a luta pela revalidação e admissão dos títulos e graus universitários obtidos em instituições estrangeiras. Agora os trabalhadores da educação poderão ter a certeza do retorno do investimento feito e da qualificação profissional obtida e reconhecida, resultando em uma maior valorização da formação dos trabalhadores e melhoria da aprendizagem escolar.
Veja aqui a íntegra do despacho do ministro:
Diário Oficial da União Nº 87, de 06/05/2016
DESPACHOS DO MINISTRO
Em 6 de maio de 2016
Nos termos do art. 2o da Lei no 9.131, de 24 de novembro de 1995, o Ministro de Estado da Educação HOMOLOGA o Parecer CNE/CES no 309/2015, da Câmara de Educação Superior, do Conselho Nacional de Educação, que reexamina o Parecer CNE/CES no 56/2015, que dispõe sobre normas referentes à revalidação de diplomas de cursos de graduação e ao reconhecimento de diplomas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), expedidos por estabelecimentos estrangeiros de ensino superior, conforme consta do Processo n° 23001.000025/ 2011- 60.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Professor articulador da aprendizagem: reflexões sobre a práxis pedagógica nas escolas organizadas em ciclos de formação humana

Por: ROSANGELA BORGES DA SILVA
A discussão sobre a escola organizada em ciclos de aprendizagem, onde não haja reprovação inicia-se em meados da década de 1910, com objetivos de diminuir os custos dos recursos financeiros que a reprovação ocasionava nos cofres públicos. Os debates se intensificam entre 1958 a 1984 onde além dos debates acontece as experiências pioneiras das políticas de não-reprovação. (MAINARDES, 2007)
Conforme Mainardes, 2007, em 1984 a escola organizada em ciclo ganha ênfase e é implantada na rede estadual de ensino de São Paulo a proposta implantada por decreto trazia no seu bojo a discussão sobre a política de não-reprovação, aliada ao objetivo de destinar  tempo maior para os alunos que apresentavam defasagem na sua aprendizagem. Ao garantir condições para que os alunos com dificuldades progredissem em seus estudos, acabaria por enfrentar os índices de reprovação e evasão.
Entre as vantagens da escola organizada em ciclo, conforme cita Mainardes, 2007, está o tempo de aprendizagem individual que na escola seriada era desconsiderado. Os alunos tem maior tempo de desenvolver suas habilidades e os profissionais da educação podem usar os avanços e entraves individuais para avançarem em suas concepções e práticas. Assim a escola em ciclos é considerada uma politica inovadora e positiva, por respeitar a individualidade e eliminar ou diminuir a reprovação.
Para Arroyo, 1999, não basta pensar na diminuição da reprovação ou a extinção do sistema seriado e sim analisar a concepção e a prática de educação básica que norteiam as ações das escolas e as tradições que estão enraizadas, principalmente, as concepções que se estabeleciam na escola seriada e que ainda influenciam as práticas como processo de seleção e exclusão dos que não acompanham o processo no ritmo considerado padrão.
"repensar a concepção e a prática de educação básica que estão presentes em nossa tradição e na estrutura seriada que as materializa" Arroyo (1999, p.11).
Arroyo, 1999, considera os ciclos como uma organização que respeita a temporalidade do desenvolvimento humano concebendo a educação como direito ao ser humano e a realização pessoal, não importa o ritmo para o desenvolvimento de habilidades, todos tem direito e são capazes de superar suas limitações, basta dispor de mediação, estímulos e de tempo.
Segundo Krug, 2001, os ciclos foram elaborados com a finalidade de adotar as questões da aprendizagem como um direito a cidadania e a democracia, considerando o ritmo e as fases de desenvolvimento das crianças, dessa forma cada ciclo corresponde a uma determinada fase de desenvolvimento:
1º Ciclo - Infância (6 a 8 anos);
2º Ciclo - Pré-adolescência (9 a 11 anos);
3º Ciclo - Adolescência (12 a 14 anos).
Com esse modelo ciclado a cultura, a realidade social e os conhecimentos prévios do aluno são determinantes para o desenvolvimento de estratégias que melhorem a aprendizagem que por sua vez é avaliada continuamente, possibilitando que pequenas conquistas e avanços sejam fatores estimulantes para a continuação do processo. A escola, nesse contexto, se transforme num ambiente afável, preparado, contente, agradável de ficar e de aprender, incentivando a permanência e a autoconfiança dos alunos.
Quando o educador conhece a realidade de seus alunos, ele tem condições de construir um projeto curricular que venha a contribuir na construção do conhecimento, procurando relacionar o novo, com o que o aluno já sabe. Somente assim a escola se torna palco de aprendizagem e passa a construir um projeto político pedagógico que seja inerente a formação de estudantes construtores de um novo mundo e de novas relações. (FREITAS, 2003)
Dessa forma os ciclos possibilitam o rompimento com a tradição da reprovação e a educação classificatória e torna-se caminho alternativo para educação inclusiva, como afirma Arroyo, 1999:
"Trabalhar em um determinado tempo-ciclo da formação humana passa a ser eixo dos profissionais da educação básica e de seu trabalho coletivo e individual" (Arroyo,1999, p.11).
Há de se considerar que o sistema de ciclos na educação contribuiu para a não-reprovação, os números representam isso. Mas a qualidade do ensino e a aceitação desse modelo são questionadas até mesmo pelas instituições de ensino. Há profissionais que não foram “seduzidos” e permanecem como defensores do sistema seriado e na prática há uma confusão nas metodologias e concepções, prevalecendo o caráter tradicionalismo onde os professores detêm o conhecimento e o aluno é subordinado a esse.
De acordo com Perrenoud, 2004, a prioridade da escola no sistema de ciclos é a possibilidade de atender as necessidades sociais de acordo com a condição social, sua função e saberes básicos, a escola não pode ser mera transmissora de conhecimentos pré-estabelecidos, mas deve atender as reais necessidades dos alunos.
Dessa forma Perrenoud, 2004, afirma ser necessário um apoio institucional e acompanhamento adequado com fins de que os professores sejam capazes de construir as competências exigida para o novo sistema. Cabe a formação inicial e também a formação continuada criar meios para desenvolver competências através de observação formativa, trabalho em equipe, dispositivos de diferenciação ou situações didáticas pertinentes à escola organizada em Ciclos de Formação Humana.
Com fins de substituir o sistema seriado de ensino com seu caráter seletivo e classificatório o Estado do Mato Grosso no ano de 1998 passa a discutir a possibilidade de se implantar o CBA (Ciclo Básico de Aprendizagem) para amenizar o fracasso escolar e minimizar a reprovação e a evasão. (MATO GROSSO, 2001)
A estratégia do Ciclo de Formação no estado do Mato Grosso foi apresentada como proposta de politica educacional em 1999, com a justificativa de se estabelecer um novo paradigma de escola e educação que atenda as reais necessidades da população contemplando as novas relações entre desenvolvimento e democracia atendendo a indigência da atual conjuntura político-econômico-social.
Assim a partir de 2000 a escola organizada em Ciclos de Formação Humana é implantada no estado do Mato Grosso buscando atender os objetivos de reduzir as diferenças sociais e melhorar a qualidade de vida da população, através da concepção de inclusão que permeiam os ciclos de formação humana.
O Ensino Fundamental passa a ter nove anos, sendo três ciclos composto, de três anos cada um. Concentrando maior empenho nos primeiros anos escolares, pois, nesta proposta são entendidos como anos decisivos para garantir ao aluno o sucesso escolar.
A proposta política de organização escolar por Ciclos de Formação, elaborado pela Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso, é sustentada em discussões e concepções teóricas sobre os processos de democratização, acesso e permanência, da formação escolar e social do aluno da rede pública. (MATO GROSSO, 2001)
Esta organização permite que os alunos dentro de um mesmo patamar de idade tenham mais facilidade na socialização e na construção de suas identidades, bem como nos avanços do ensino-aprendizagem, visto que pela própria natureza humana são considerados interesses, curiosidades e desejos próprios de cada ciclo de vida.
“É preciso considerar as dificuldades que enfrentam o que esperam da escola, em que acreditam suas crenças e esperanças seus valores morais/culturais, além de perceber os modos como eles se relacionam como raciocinam, como elaboram hipóteses, selecionaram e organizaram as informações, as idéias, como aprendem, enfim, como constroem o conhecimento.” (MATO GROSSO, 2001 p. 87)
Freitas, 2003, explica que o ciclo segue uma expectativa de formação global do individuo social, valoriza as individualidades e o tempo de cada um considerando o ritmo de aprendizagem diferenciado no processo educativo, afirma também ser função da escola propiciar meios significativos de aprendizagem, partindo da necessidade de cada sujeito e possibilitando nesse novo contexto a construção de autonomia e o processo de ensino-aprendizagem partindo da realidade em que o educando está inserido.
Desta forma, o ponto de partida para a descrição da lógica e que o ciclo traz para a escola, é que ela demarca o rompimento da seriação pela doação de um novo articulador para os tempos e espaços da escola, baseando no desenvolvimento da criança e em suas vivências.
A aprendizagem na escola organizada em Ciclos de Formação Humana é compreendida conforme as fases do desenvolvimento da criança, e entende-se que existem alunos que estão na sala de aula e precisam de atendimento diferenciado para o seu desenvolvimento cognitivo e cultural, num modelo de não-reprovação inclusivo.
Assim para possibilitar que os alunos com dificuldades de aprendizagem consigam adquirir as habilidades inerentes a sua fase/ciclo, na proposta da Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso é criada a função de Professor Articulador, conhecidos em outras organizações escolares como de Professor Itinerante ou Professor da Sala de Apoio a Aprendizagem.
O projeto da sala de articulação não possui turma definida. Através de seleção se compõe grupos com diferentes dificuldades acentuadas de aprendizagem que necessita de atendimento pedagógico diferenciado para que habilidades sejam desenvolvidas e o aluno seja incluso no processo formativo do ciclo em que se encontra. (MATO GROSSO, 2001)
Cabe ressaltar que a Necessidade de Aprendizagem está ligada ás aprendizagens que não foram adquiridas pelos alunos, e que precisarão quando forem construir novos conhecimentos, é este o trabalho pedagógico do Professor Articulador que atenderá os alunos em suas necessidades de aprendizagens, compreendendo que a aprendizagem escolar assegure condições adequadas para o sucesso do processo.
“[...] não se trata de uma aula de reforço, mas de uma aula, onde tanto se pode revisar ou construir novos conhecimentos, como desencadear debates, trabalhos em grupos e outras atividades que se caracterizem como as mais prazerosas possíveis”.  (KRUG, 2001, p.78)
Desta forma compreende-se que o Professor Articulador, ao atender diretamente os alunos nas suas necessidades de aprendizagens, estará abrindo possibilidades ao aluno de uma trajetória que permita a eles alcançar novos conhecimentos. A perspectiva é oferecer ao aluno a oportunidade de ser atendido nos momentos de maiores necessidades de aprendizagem.
Para ser Articulador do Ciclo de Formação Humana, faz-se necessário estar pautado por algumas incumbências imprescindíveis para o bom andamento do projeto de ensino-aprendizagem da escola. Freire, 1996, afirma que tratar o ato educativo como puro treinamento técnico é não dar o real valor ao exercício educativo, que é o seu caráter formador. Sendo assim é necessário definir a função do articulador.
Conforme com a Portaria nº 308/2012, entre outras funções cabe ao articulador: Receber do professor regente o relatório individual dos alunos a serem atendidos pelo projeto de articulação, identificando o perfil de aprendizagem e considerando o estágio de desenvolvimento de cada aluno; Construir com o professor regente um plano de intervenção pedagógica que contemple a especificidade de cada aluno, identificando estratégias eficientes para potencializar as aprendizagens nas diferentes áreas do conhecimento; Investigar/avaliar e registrar continuamente as medidas adotadas durante os processos de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos atendidos; Encaminhar ao professor regente o relatório descritivo das situações de aprendizagens dos alunos atendidos, relatando as medidas adotadas, destacando os avanços no processo e os desafios de aprendizagens superados; No final, emitir outro relatório descritivo apontando o perfil de aprendizagem adquirido pelos alunos e as medidas que foram adotadas de forma eficientes, que resultaram na superação dos desafios inicialmente apresentados.
Com todas estas funções administrativas é importante que o Professor Articulador desenvolva sua prática pedagógica consciente que contribua com a formação integral do aluno, estabelecendo um rol de conhecimentos que leve o educando a compreender a sociedade a qual pertence, e conseqüentemente possa atuar nela democraticamente, buscando melhorias sociais quando necessário. 
Referências
ARROYO, M. G. "Ciclos de Desenvolvimento Humano e Formação de Educadores. Educação e Sociedade, Campinas, n. 68, p. 143-162, 1999.
FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 34 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura).
FREITAS, Luiz Carlos de. Ciclos, Seriação e Avaliação: confronto de lógicas. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2003. 
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
GOLDENBERG, M. A arte de pesquisar. Rio de Janeiro: Record, 1997.
KRUG, Andréa. Ciclos de Formação: uma proposta transformadora. Porto Alegre: Mediação. 2001.
MAINARDES, Jefferson. Reinterpretando os ciclos de aprendizagem - São Paulo: Cortez, 2007.
MATO GROSSO, Secretaria de Estado de Educação. Escola Ciclada de Mato Grosso: novos tempos e espaços para ensinar – aprender a sentir, ser e fazer. 2ª edição. Cuiabá: Seduc, 2001.
PERRENOUD, Philippe. A prática Reflexiva no Oficio do Professor. Porto Alegre, Artmed, 2004.
SEDUC/MT. Secretaria de Educação do Mato Grosso. Portaria Nº 306/2012


sábado, 30 de abril de 2016

E O SHOW????

Alguém sabe porque não houve o show, quem souber entre em contato com este blogueiro porque os produtores e os responsáveis pelo show sumiram....


Direito à Educação

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O Direito à educação é parte de um conjunto de direitos chamados de direitos sociais, que têm como inspiração o valor da igualdade entre as pessoas.
No Brasil este direito apenas foi reconhecido na Constituição Federal de 1988, antes disso o Estado não tinha a obrigação formal de garantir a educação de qualidade a todos os brasileiros, o ensino público era tratado como uma assistência, um amparo dado àqueles que não podiam pagar. Durante a Constituinte de 1988 as resposabilidades do Estado foram repensadas e promover a educação fundamental passou a ser seu dever:


“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”
Constituição Federal de 1988, artigo 205.


Além da Constituição Federal, de 1988, existem ainda duas leis que regulamentam e complementam a do direito à Educação: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990; e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996. Juntos, estes mecanismos abrem as portas da escola pública fundamental a todos os brasileiros, já que nenhuma criança, jovem ou adulto pode deixar de estudar por falta de vaga.


É direito da criança e do adolescente:
  • ter acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência;
  • ser respeitado por seus educadores;
  • ter igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
  • direito de contestar os critérios de avaliação, podendo recorrer às instâncias escolares superiores.

São deveres dos pais:
  • matricular seus filhos (ou pupilos) na escola;
  • acompanhar a freqüência e aproveitamento de suas crianças e adolescentes na escola.
O descumprimento destes deveres pode ser identificado como crime de abandono intelectual (quando a criança não é matriculada na escola), ou infração administrativa (quando os pais não acompanham o desenvolvimento no aluno na escola).

É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
  • ensino fundamental (da 1ª à 8 série), obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;
  • ampliar gradativamente a oferta do ensino médio (colegial);
    atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência (de preferência na rede regular de ensino);
  • atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade;
  • acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística;
  • oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador;
  • atendimento no ensino fundamental, através de programas que garantam material didático-escolar,
  • transporte, alimentação e assistência à saúde.
Caso a garantia do ensino público obrigatório e oferecido de maneira regular seja descumprida, o Poder Público pode ser responsabilizado (artigo 209, §2º da Constituição Federal), e o chefe do executivo (prefeito, governador) pode até mesmo ser deposto.