sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E VIVA A DEMOCRACIA?

 E lá se foi mais um período de eleições (para alguns sim, para outros ainda tem castigo à frente). Isso rendeu até um trabalho acadêmico interessante, na qual eu e meu grupo apresentamos na ultima sexta-feira. Tivemos candidatos de todos os tipos e nomes: Oliveira da ambulância, Beto Feijoada, Nobru, Pingo de mel, Sapão… só nomes que sugerem nada mais nada menos que o descomprometimento total conosco, o eleitor brasileiro.
No trabalho acadêmico que apresentamos, inicialmente ficamos de investigar a proposta de um certo candidato em Curitiba. Aquele sabe, que engasgou feio no debate da Band. Lembro que fiquei algumas semanas correndo atrás dos contatos desse candidato mas a coisa foi impossível. Um candidato que não tem site, não tem comitê (se tinha, só Deus, em sua oniciência, sabe onde era), o partido é uma zona pois nem telefone divulgado dispõe. Enfim, ficamos algumas semanas gastando o tempo e a paciência que não temos. Então nos foi passado um outro candidato, na qual conseguimos muitas informações, cujo existia um comitê, um site e o mais importânte: ele tinha um projeto de campanha (nem isso o outro, aquele que esqueceu tudo no debate e que só sabia falar de poste e do tal cartão verde).
Concluimos nosso trabalho e outros foram apresentados durante as semanas que se seguiram e ao final de tudo, cheguei a conclusão:  ninguém leva a política a sério por pura falta de profissionalismo daqueles que se propõe à vida política/pública. Eu creio que muitos candidatos desse país pensam da seguinte maneira:  vou colocar um apelido em mim, um que seja bem chamativo, não importo que seja brega, vou criar o meu personagem político e que traga votos. Mas esse não é o maior dos males não. E nem o fato de que esses fulanos não sabem nem o que é plano de governo, pois se soubessem teriam um.



O maior dos males somos nós mesmos, o eleitor brasileiro, que votamos em muitos desses “profissionais” de nomes exdruxulos e que não apresentam nada x nada. No caso do nosso “amigo” candidato a prefeito de Curitiba, plano de governo era o tal cartão verde, que eu só consegui gravar o nome de tão significativo que era o projeto (imagine o QUÃO significativo era). Isso  me cheira a maracutáia povo, pois como podem lançar um canditato que não faz campanha, quando vai ao debate esqueçe o próprio “plano” de governo? Isso é maracutáia sim:  agregam a grana para campanha, não faz campanha e…e… adivinhem o que fazem com o agregado? É, isso mesmo.
Enfim, o que a maioria dos candidatos a prefeito de Curitiba tinha como “seu” plano de governo, era “nariz de um e fucinho de outro.” Parecia cópia descarada ou que eles haviam tramado em conjunto aqueles planos que pareciam mais planos do Cebolinha contra Mônica gorducha. Bem, acabou e o candidato que esperavamos que ganhasse, ganhou. Como eu voto na Região Metropolitana de Curitiba (PERIFERIA MANO), eu vi o meu candidato se reeleger e dar uma lição de moral na adversária que um dia foi a prefeita daqui (e que fez seu pé de meia com o meu dinheiro e com a grana dos outros 280 mil cabeças). Danou-se dona, danou-se. Vai catar coquinho e empilhar na subida. ( #PRONTOFALEI)
Bem gente, acabou e isso me alegra e eu espero que um dia o povo possa ter condições (e vontade) de conhecer realmente em que está votando, pois ele vai lidar com o seu dinheiro pelos 4 anos sequentes. Ladrões amparados pelas leis é o que não falta.

Abraço
 Autor -Erunno

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