terça-feira, 30 de novembro de 2010

Oficina desenvolve habilidades a partir da observação e espírito crítico

Uma oficina de gêneros textuais realizada pela Escola Estadual Irmã Lucinda Facchini, em Diamantino, trabalhou com os estudantes dois tópicos envolvendo a preservação e os cuidados com a vida no planeta. A partir de um estudo sobre o Estado deram início a um trabalho envolvendo da Educação Ambiental e Geografia de Mato Grosso. Um segundo momento, os estudantes debateram a História de Mato Grosso e Educação das Relações Etnicorraciais.
Segundo a professora responsável pela atividade, Jacilda Pinho, os alunos perceberam a importância em preservar e cuidar do meio ambiente para a manutenção e respeito pela vida no planeta. Os estudos foram iniciados a partir da visão geográfica do Estado, até chegarem ao em torno da escola. “Eles fizeram reflexão sobre a conservação e cuidado com o município onde vivem”, disse.

Um dos exercícios praticados foi o de observação. Durante um mês, foram analisados os desperdícios da merenda escolar. O resultado dessa avaliação feita pelos estudantes foi exposto aos colegas e toda a comunidade escolar. Propostas para evitar o desperdício foram apresentadas resultando em sugestões para evitar o problema. Entre elas, reaproveitamento de alimentos, cuidados e manejo de canteiros de plantas ornamentais e hortaliças.

Um dos alunos participantes do trabalho, Victor Bruno Barth, acredita que a proposta das duas etapas ofereceu aos estudantes a oportunidade de conhecer a geografia do Estado, a vegetação (cerrado) e os impactos ambientais sobre a natureza e sobre o próprio homem. “As queimadas são impacto ambiental que prejudicam o ar e o solo, e as doenças causadas em virtude dela acabam prejudicando a saúde humana”, diz .
Na segunda fase do trabalho os estudantes puderam conhecer a cultura indígena, dentro da proposta de relações etnicorraciais e até mesmo comparar o modo de vida dos índios com o dos não índios. Em a História de Mato Grosso e Educação das Relações Etnicorraciais, os estudantes elencaram resultados da visita à aldeia Pareci em Tangará da Serra, onde deparam com as diferenças culturais, de hábitos e costumes. Victor Bruno destaca “lá, nós aprendemos sobre sua cultura e história, fazendo perguntas e vendo o modo de vida deles”.
A professora e idealizadora do projeto, Ivolina Razza confessa ”o trabalho é árduo mas o seu produto final é gratificante”. Os alunos ainda confeccionaram objetos da cozinha quilombola; apresentaram dança religiosa representando as diversas regiões do país envolvendo os diferentes segmentos religiosos.
Segundo a professora Jacilda, o projeto foi pensado na perspectiva do domínio, por parte do educando, do narrar, do relatar, do expor e do argumentar. “A escola deve ser concebida como uma referência sócio-comunicativa e de descobertas de competências e habilidades inerentes ao educando”, diz. (com a escola).

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