quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Atestado falso é café pequeno, garante o presidente do Sintep


Após o escândalo sobre a venda de atestados médicos concedidos pelo psiquiatra Ubiratan Magalhães Barbalho virou destaque no cenário nacional, o Ministério Público pediu que as secretarias estaduais fizessem um verdadeiro pente-fino sobre a situação de seus funcionários. O maior número de licenças médicas foi concedido aos servidores da Educação, no entanto, os profissionais do setor não parecem preocupados com a medida.
Dados do programa Qualidade de Vida, da secretaria estadual de Educação (Seduc), indicam que até outubro do ano passado, 1.142 professores se afastaram de seus cargos por motivos de saúde. O número corresponde a cerca de 53% das licenças concedidas a servidores estaduais.
Apesar da quantidade de licenças no setor, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Gilmar Soares Ferreira, não teme que os profissionais sejam prejudicados com o pedido do Ministério Público. “Se tiver atestado do Ubiratan, é café pequeno”, destacou. Ele ressalta que a entidade tem como comprovar que há uma sobrecarga de trabalho que obriga os professores a trabalharem doentes.
Para o presidente, o episódio evidencia a falta de políticas efetivas na prevenção à saúde do trabalhador. “Falha o sistema quando permite que o professor acumule jornada e o expõe a péssimas condições de trabalho”, explica. Diante da situação, Gilmar defende um aumento salarial para que os profisisonais não precisem dobrar a carga horária. “Um melhor salário pode nos levar a trabalhar em uma única escola”, esclarece.
Ele ainda aponta que as licenças são justificáveis, levando em conta as condições de trabalho dos professores. Isso, no entanto, não reflete em aposentadorias pelo mesmo motivo pois, segundo o professor, o benefício não é vantajoso para o profissional em razão da burocracia imposta pela secretaria de Administração (SAD).

fonte - www.rdnews.com.br

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