quarta-feira, 29 de junho de 2011

Manifesto aos trabalhadores não grevistas


NOSSO MOVIMENTO É ENFRAQUECIDO QUANDO OS EDUCADORES ABREM MÃO DA SUA CONDIÇÃO DE DENÚNCIAR 

1 - A luta por direitos sociais é a lição mais sublime que um educador, um profissional da educação pode oferecer aos seus alunos.

2 - Nossa greve, para além das reivindicações imediatas como piso salarial, posse dos aprovados e classificados no concurso, horas atividades para os interinos e mais recursos para a educação, é a luta por um projeto de educação para que em Mato Grosso, um Estado de enormes riquezas, possa, por meio da educação, possibilitar aos seus filhos: a aprendizagem de qualidade e a profissionalização necessária. Enfim, que pela inclusão educacional com escola pública de qualidade todos/as tenham acesso à cidadania.

3 - O atual estágio das escolas públicas em Mato Grosso, com carência de infraestrutura física, pedagógica e de pessoal, resultado da retirada e da falta de investimentos financeiros por sucessivos governos do Estado, inclusive o atual, aponta apenas para o alargamento da nossa tragédia educacional: produzir analfabetos funcionais.

4 - A presença de parte dos/as trabalhadores da educação na continuidade das atividades, no período de greve, os tornam coniventes e cúmplices das políticas de precarização da escola pública, oriundas dos governos neoliberais que condenam a maioria de nossos alunos ao analfabetismo funcional, ao desemprego, ao subemprego, à violência e à criminalidade, enfim, à exclusão social e a morte.

5- Nosso movimento é enfraquecido quando os/as educadores/as, formadores de opinião que são ou que deveriam ser, abrem mão de sua condição de denunciar, com seu próprio ser, as infames políticas financeiras, tributárias, de saúde, de educação que condenam a maioria da população a viver na mendicância social.

6 - Saibam todos/as aqueles/as que se negaram a luta ou se negam a continuar nossa luta nesse momento mais agudo que é a greve, que os políticos corruptos, os políticos vigaristas, os pilantras, os lacaios e seus assessores e apaniguados que estão nos órgãos que lhes dão sustentação (inclusive na nossa estrutura educacional em Mato Grosso) vos aplaudem por não se comprometerem com a luta da maioria do povo por escola pública e de qualidade.

7-. Agindo dessa forma vocês abrem mão de sua condição primeira e essencial que é educar para a vida. Abrem mão também de sua condição de sujeito histórico que agem em busca de transformação das realidades desumanas.

8. Queremos convocá-los/as para a luta por escola pública e de qualidade socialmente referenciada que vai continuar e, como nas palavras do nosso querido professor Paulo Freire, possamos assim, todos/as juntos, dizer:

"Minha presença no mundo não é a de quem a ele se adapta, mas a de quem nele se insere. É a posição de quem luta para não ser apenas objeto, mas sujeito também da história."

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