segunda-feira, 27 de junho de 2011

SE NÃO HOUVER PROPOSTA GREVE CONTINUA.....DIZ SINDICALISTA

Sissy Cambuim


Notificado pelo Tribunal de Justiça (TJ) para suspender a greve num prazo de 72 horas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep), Gilmar Ferreira, se mantém firme na decisão de continuar com a paralisação iniciada no começo deste mês. A categoria realiza uma assembleia-geral nesta segunda (27), às 14h.
Nem a baixa temperatura, nem a decisão da Justiça desanimou os professores, que permanecem acampados sob o monumento Ulysses Guimarães, na avenida do CPA. Diante da situação, a diretoria do Sintep se reuniu, na tarde deste domingo (26), com representantes de 54 municípios atingidos pela greve na sala de convenções do Hotel Veneza, para deliberar os indicativos da assembleia-geral.
“Caso o governo não nos apresente uma proposta alternativa, a greve permanece”, ressaltou Gilmar.
Apesar de ter sido notificado na semana passada, o prazo estipulado pelo TJ para o fim da paralisação começa a contar a partir da publicação no Diário de Justiça. Segundo o sindicalista, até sexta (24) a determinação ainda não tinha sido publicada.
Desta forma, os professores têm, pelo menos, até a próxima quarta (29) para manter a paralisação sem o risco de multas. Estima-se que para cada dia de greve depois de expirado o prazo determinado pela Justiça, seja aplicada uma penalização de aproximadamente R$ 50 mil. “Várias vezes nossas greves já foram declaradas ilegais, mas nunca pagamos um centavo de multa”, informou Gilmar.
Para ele, ilegal é a situação do ensino público no Estado. “Estamos lutando por uma educação de melhor qualidade e dessa decisão a gente não abre mão”, declarou o presidente do Sintep. Restam cerca de dez dias letivos no primeiro semestre e, se os professores voltarem às salas de aula, os alunos poderão ter as férias de julho comprometidas.
Eles reivindicam aumento de 15% no piso salarial, mas o Governo ofereceu um reajuste de 10% e a promessa de incorporar os outros 5% em dezembro. A contra-proposta não agradou a categoria que, agora, espera novidades para poder voltar às salas de aula. A secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes (PT), garante que a convocação dos aprovados no concurso público do Estado, outro pleito dos professores, será concluída em agosto, antes do início das aulas do segundo semestre.

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