quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DIAMANTINO IRÁ PARA ONDE NÓS LHE COLOCARMOS. ISSO É MUITO SÉRIO.



Planejar um novo município com sabedoria, apoio, força e bons sentimentos.
Escrever um novo dia, fazer um povo feliz.


Um dos perigos de se olhar uma disputa eleitoral carregando no íntimo um sentimento de vingança é negligenciar os dados positivos que essa disputa possa ter, o que depois gera arrependimento. E há muitas pessoas, creio eu, que batem no peito e dizem “neste ano eu vou acabar com a raça do fulano, pois vou votar em sicrano, seu opositor”.
A ideia nesse caso é utilizar o momento para castigar alguém e não para gerar uma ampla oportunidade, dar um salto de qualidade, virar uma página e abrir uma nova porta. Depois, passada a situação, tudo se revela mais dinâmico e pode haver decepção.
Neste ano de 2012, há uma polarização que pode obscurecer muito mais que clarear: FULANO X BELTRANO. No caso, o eleitorado pró-FULANO, contando inclusive com ex-eleitores de BELTRANO, vê na eleição a oportunidade não apenas de uma mudança, mas mais de uma vindima, algo praticamente pessoal. São pessoas dispostas a castigar o candidato que SICRANO apoiar.
Não serei arbitrário de entrar no mérito do sentimento das pessoas, pois existem situações de humilhação e perseguição que só sabe quem passa. No coração fica o nó, a mágoa, o desejo de que uma justiça seja feita. O problema é quando a pessoa se fecha nesse sentimento e o transforma praticamente numa obsessão, o que se vê agora até com mais frequência.
Assim, o que seria um raciocínio vira um bate-estaca no juízo e a pessoa fica cega. Dessa forma, não vê mais nada entre o objeto a ser vingado e o objeto a ser utilizado para a vingança. Porém, o fato é que existe vida e possibilidade de muito mais realizações entre as forças desse pólo que hoje é demarcado entre FULANO e SICRANO. Sobretudo existe a ideia iluminada de que a vida guarda sentimentos superiores à vingança (que não é justiça) e que a política pode ser um instrumento de evolução da qualidade de vida das pessoas.
Podemos, sim, corrigir um município, reinventá-lo de novidade na sua administração e deixarmos que o passado cuide do passado. Nosso gozo será então pelo bem conseguido e não pelo mal perpetrado, mesmo contra o que antes nos afligia e nos humilhava.
Um município de mais de duzentos anos não pode ser tratado como um troféu entre dois políticos, mas como um projeto que precisa ― e muito ― de investimentos dos Governos, de mais conexões com o que de mais avançado e realista se possa colocar na administração pública. E para haver investimentos pesados melhor será se houver articuladores capazes e dispostos, políticos e empreendedores que estejam em linha, afinados entre si e com o momento. Isso para fazer um elo mais que forte entre DIAMANTINO e o Governos (estadual e federal).
Por um instante, amigos diamantinenses, esqueçam essa “briga de galo” e olhem para a realidade de ter nossa DIAMANTINO aproximada ao máximo dos investimentos que os Governo pode fazer aqui. Não se concebe mais nós pensarmos como abobalhados perdidos em querelas de senhores feudais.
A Prefeitura Municipal de DIAMANTINO é já agora algo muito mais complexo que há vinte ou trinta anos. O próprio município não é mais simples de ser tratado. E o momento não é uma quermesse entre o partido azul, amarelo ou verde.
Entre FULAN0 e SICRANO existe uma cabeça que pensa para além das atitudes causadoras de arrependimento. Essa cabeça será a tua a partir do momento em que você olhar objetivamente as reais possibilidades e entender que agora, se escolhemos ficar abarrotados de sentimento de vingança e acharmos que isso é uma plataforma política, seremos uma terra que repete e gosta de repetir erros.

Que tal olharmos noutra direção?


Fonte - texto adaptado - O ARAIBU

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