sábado, 25 de fevereiro de 2012

O QUE QUALIFICA UM BOM ELEITOR?

Nunca votei com raiva. Desanimado até já votei, mas com raiva, não! O que não significa que nunca tenha sentido raiva durante alguma campanha, pois todos nós somos passíveis de todos os sentimentos e todas as sensações. Mas sempre busquei a tranqüilidade para votar. Mesmo assim já me arrependi de ter elegido certos indivíduos. Porém, considero ter colocado outros nos cargos certos e concordo em que eles conseguiram fazer um bom trabalho. Na contagem geral, creio ter acertado mais que errado. Mas votar com raiva, isso não desejo e nunca desejei.
Tenho a convicção pessoal de que o período das campanhas eleitorais seria de melhor proveito se simplesmente submetêssemos cada pretendente a diferentes questionamentos sobre a variedade de problemas e possibilidades que nosso município encerra. Analisaríamos outros aspectos, claro, mas o fundamental era que nosso cérebro estivesse à frente do nosso fígado na hora de entregarmos milhões de reais e o destino de milhares de pessoas às nossas paixões.
Lembro da maior aliança eleitoral que já vi aqui em Russas: a que embasou a primeira candidatura de Raimundo Cordeiro de Freitas, em 2004. Vejo até muitas pessoas que brigaram por ele e que muito mal falavam de seu opositor, indo quase às vias de fato. Hoje, boa parte dessas pessoas está revoltada com a administração de Raimundo Cordeiro e tem o direito de sentir e de expressar o que sente. Mas seria ótimo que se lembrassem do esforço enorme que fizeram para elegê-lo exatamente contra o Dr. Paulo Bessa (com Weber Araújo apoiando este). Hoje, essas mesmas pessoas (boa parte) e seu ódio aniversariado estão com os fígados à mostra, fazendo novamente uma pré-campanha de raiva e intranqüilidade. Tudo por amor!
Amanhã, seja quem for o eleito a assumir, a realidade será diferente desse período de paixões e juras mútuas de ódio. Mas seria bom que todos nós pudéssemos ter nesse instante de agora um lampejo de inteligência para jogar o jogo das idéias e ver que precisamos de boas administrações e não de “profetas”.
O que vi dizerem de Weber Araújo anos atrás vejo hoje dizerem de Raimundo Cordeiro. Seria o caso de analisarmos a nós mesmos e praticarmos alguma renovação em nossa conduta. Nós, eleitores, desconhecemos o que seja autocrítica; sabemos julgar e condenar a “bola da vez” e voltamos a cumprir o mesmo rito, a mesma dança, os mesmos argumentos, as mesmas “justiças”. Reclamamos dos políticos e não conseguimos ser muito diferentes deles (de seus defeitos).
Talvez, um dia conseguiremos fazer desses processos eleitorais algo mais inteligente que o que fizemos até hoje. Em parte, ao menos, poderíamos tentar valorizar aspectos que se coadunem com a tranqüilidade da qual temos sentido falta. O que está (ou deveria estar) em discussão ― acima de tudo ― é o que os pretendentes querem mesmo fazer em quatro anos. Isso sim precisa ficar claro ao extremo. Se gostamos pessoalmente dos candidatos, isso é a simpatia individual que podemos ter, mas ela acaba não sendo termômetro real do que seja um bom administrador.



Um pouco de objetividade em nós não nos faria nenhum mal.


Fonte - O ARAIBU

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