sexta-feira, 23 de março de 2012

NÓS, SIM, SOMOS A FORÇA. MAS PRECISAMOS TER CONSCIÊNCIA DISSO.

A esperança é uma força do próprio ser, como nos lembra
o saudoso educador Paulo Freire. Sem ela, não há futuro!


O que se pode dizer da administração do prefeito João Lourenço que já não seja sabido e sentido pela população de diamantes, como um todo? Nada. O fato é que, indispostos com a ação desse senhor e de sua gente, não conseguimos evitar que nos governasse por esse tempo todo. E ele irá, sim, até o final desse mandato, completando os anos em que derrotou um povo inteiro, pois esse povo não soube articular exemplarmente suas forças diante disso.
Que ninguém me interprete maliciosa ou erroneamente, pois essa situação se repete noutros municípios Brasil afora, onde esse sistema político que barra a retirada de maus administradores de modo mais rápido funciona muito bem.
De um lado, o povo desarticulado e à procura de heróis ou de simplesmente repetir mais uma vez seus desabafos diante da sociedade toda e dos órgãos de justiça. Do outro lado, essa mesma justiça amarrada demais a seus rituais e cega ao apelo popular.
Foi-se o tempo em que escandalizar algo fazia os estômagos e os cérebros se remexerem, levando os indivíduos às ruas para a devida pressão aos governantes. Se assim é, então precisamos reinvestir em alguma coisa que seja diferente de tudo isso que temos feito, pois nossas palavras caem no vazio da covardia geral, da inação e do comodismo.
João Lourenço nos prova que não apenas ele, mas qualquer um que queira governar esse município desse jeito pode conseguir, pois a reação popular, quando muito, resume-se a queixas (sinceras, claro) e/ou às ações localizadas e afoitas, personalistas, nervosas, nada estratégicas.
A saída é a organização popular, sindical, social. A saída é olhar as coisas como elas são e aprender melhor sobre o funcionamento das estruturas governamentais. A saída passa mais pela Inteligência e pela ação cautelosa e paciente que pelos arroubos de comportamento justiceiro que muitos apresentam, significando isso o que costumeiramente chamamos de “marra”. Quer dizer: a pessoa fala, mas na prática não está nem aí. Veja-se, por exemplo, os histéricos que desejam corrigir coisas do governo federal, quando, na verdade, mal entendem a própria conjuntura municipal.
João Lourenço, o político, nos derrotou. Isso é fato. Certo é que também queimou o próprio filme para sempre. Mas há de ainda perpetuar-se na política da cidade de diamantes, caso eleja uma bancada boa de vereadores para o próximo pleito. E ele quer isso. Sabe por quê? Porque precisará de apoio, pois suas contas serão julgadas pelos próximos onze vereadores (2013-2016).
Vamos dar isso de presente a ele? Para além de tudo que houve, será verdade que esse senhor ainda terá influência no nosso meio político? E os não sei quantos que lhe seguem, que orbitam como moscas em seu redor, serão alçados ao poder? Queremos isso?
Pessoalmente, nada tenho contra o senhor João Lourenço, claro fique. Mas estou do lado do povo e do melhor para o município, quando percebo que ele não está. Que pena!
A partir de 2013, João Lourenço não mais nos governará. Isso é certo. Precisamos, no entanto, garantir que seus (dele) camaradas também não.

Agora, sim, pensamos estrategicamente.


FONTE - O ARAIBU

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