terça-feira, 20 de março de 2012

O BRASIL QUE AS RÁDIOS NÃO VÊEM




Quem cresceu ouvindo Clara Nunes, Originais do Samba, João Nogueira e Nelson Cavaquinho não há de se comover com essa besteira que hoje uns e outros chamam de pagode, samba e afins, pois não é. Se é, o é deturpado, feio, triste. Mas, se a pessoa não tem pontos de comparação, então tudo é bom, até o tal do Exaltasamba, que, graças a Deus, acabou.
Embora haja uma distinção entre samba e pagode, as raízes parecem ser as mesmas. E a deturpação ataca os dois. E as nossas rádios não tocam mais o melhor que temos nessas vertentes musicais. Só tocam o que aparece no Domingão do Faustão.
Em meio a isso, lembro de um outro ritmo: o chorinho. Aliás, vale ressaltar que há na capital Brasília inúmeros grupos de chorinho. No Rio de Janeiro, também, havendo, ainda, uma legião de apaixonados por esse tipo de música nos diferentes estados brasileiros. Até no Japão, que não é Brasil, tem grupo de chorinho. Mas nossas rádios não tocam isso. Talvez, porque seja menos música que “vou não/ quero não/ posso não...”. Será?
E quanta coisa mais (coisa nossa) poderia ser matéria das nossas rádios e, portanto, da nossa convivência! Quem se importa? Eu me importo e repito: a internet é um bom espaço, mas é pouco. O rádio brasileiro precisa se abrir para o potencial musical do povo brasileiro. Não o potencial da pilantragem da indústria cultural, pois essa empurra tudo (lembra do “Morango do Nordeste?).

Fica o toque.






Fonte - O araibu

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