domingo, 11 de março de 2012

O que fazer com gente que não entende o óbvio?





O meu perfil público é o que se vê nas minhas ações diretas e em meus blogs, no tipo de interesses, no tipo de postagem, na maneira como trato os outros, inclusive os discordantes. Com os teimosos não insisto. Cada um na sua, e vale a pena o respeito. Foi o que aprendi para a minha vida. Respeito e confiança: ferramentas para se obter crédito social sincero.
Mesmo quando não concordo com o interlocutor, mantém-se uma base de respeito. E se não tem jeito mesmo, não tenho interação com a pessoa. Não convivo, ou seja, não ajudo nem atrapalho.
Mas já fui tratado de maneira muito desrespeitosa na internet. Como não fico batendo boca com gente sem futuro, apenas segui o meu caminho e pronto. É o famoso “isola”.
Só que essa atitude de deixar pra lá nem sempre é seguida pela outra pessoa. Isso, penso eu, por falta de maturidade, arrogância, imprudência e, obviamente, desconhecimento da lei. Perturbar os outros via internet pode ainda não ser muito bem enquadrado como crime devido à carência de uma legislação adequada, mas é delito, é errado, enfim, há como julgar. Não sou advogado, mas sei que posso afirmar isso.
Não adianta certas pessoas me enviarem mensagens de e-mail porque eu não abro mesmo. Mando pra lixeira e de lá eu deleto e pronto. Não dou audiência pra carência e comportamento mal-resolvido de seu ninguém. Quem é amigo, é; quem não é, distância faça de mim porque eu assim procedo. É o famoso “viva e deixe viver”. Antes que a história termine na base da lei, numa delegacia, algo assim. E eu não tenho mesmo esse tempo a perder com isso.
Portanto, aqui vai um recado: quem tenta se comunicar comigo e já sabe que não é meu desejo, desista. No facebook, eu bloqueio; via e-mail comum, eu deleto a mensagem sem ler. Invenções, fanfarrices, conversa mole, injúria, ironias, sarcasmos, ameaças, bobagens, o que for, nada disso me interessa. Também não são do meu interesse falsos debates sobre pseudo-conhecimentos políticos ou quaisquer que sejam, pois eu, repito, não tenho tempo pra besteira.
Se as pessoas que insistem nisso entenderem a obviedade desta mensagem, saberão o que fazer: desistir de mim e cuidarem de suas próprias vidas. Eis algo essencial: cuidar da própria vida e deixar de se meter na vida alheia, no particular de cada um. Antes que seja tarde demais. E tarde demais significa ir parar na Justiça.
Mantenho este blog, tenho uma participação positiva no pensamento, opino politicamente, dou dica de livros e de espaços culturais, recebo apoio de uns amigos, mantenho-me afastado dos pilantras e metidos a besta, mas parece que tudo isso é pouco. Pessoas desajustadas insistem em me contatar com suas besteiras, apesar da minha extrema clareza quanto ao desinteresse (ou ao desprezo mesmo) que lhes tenho. Sabe o que é isso? Também não sei, mas tem cara e cheiro de comportamento obsessivo. Precisa de atenção e tratamento. Detalhe: não posso oferecer esse tratamento, pois não sou nenhum tipo de médico, de terapeuta.
Recado dado. Respeito para ser respeitado. Não desejo que todos concordem comigo, mas que concordem com o fato de que precisamos ter respeito e cuidado até com aqueles que, possivelmente, consideramos inimigos. A vida dos outros não nos pertence. O que nos pertence é a medida de convívio social, de amigabilidade, de debate e de encontro. Assim, fica claro que só existimos como seres em evolução no encontro. E não nos encontramos todos com todos, mas apenas com uma parte, a que nos cabe descobrir.
Não somos donos dos outros. Será preciso ouvir tudo isso e algo mais da boca de um delegado e/ou de um representante da Justiça? Eu confesso que já estou deveras cansado dessa gente que não vale sequer o chão que pisa. E é especialmente pra essa gente esse lindo post. Sem falsa modéstia, eu até que escrevo bem, não?


Fonte - O ARAIBU

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