sexta-feira, 16 de março de 2012

A RESPONSABILIDADE PARA COM O USO DAS INFORMAÇÕES E DAS MÍDIAS



Prudência – Luca Giordano



Quem mexe com alguma mídia pode ver-se, vez ou outra, tentado a dizer o que lhe vem à cabeça, sem maiores ponderações. Vejo isso na internet, nofacebook, e noutros espaços onde o usuário/comentarista parece considerar que o respeito aos conviventes e à lei não se faz necessário em tais ambientes. O mesmo vejo em programas de rádio onde os “sherifes” de um suposto jornalismo combativo são (se mostram) invulneráveis e donos da palavra.
É engano utilizar uma mídia considerando que isso, por si só, forneça um salvo conduto, uma blindagem a nós, ainda mais num mundo onde a hostilidade e a incompreensão atingem os níveis de uma virtude, quase uma graça que se apodera de parte das pessoas.
Junto desse comportamento de “eu sou Deus” está um outro que é compatível com um quadro de obsessão. Nele, o indivíduo persegue demais um alvo, ataca incessantemente e não percebe que seu papel não é esse de destruir algo, mas de mediar informações e conversações, ampliando as possibilidades de si e de seus companheiros, de sua comunidade. Essa segunda situação é por demais delicada, ainda mais que o indivíduo tende a dar ares de sagrado ao que faz e ao que diz, reforçando o grau de sua patologia.
Um teclado de computador e/ou um microfone não fazem de uma pessoa um deus, a começar por esse blogueiro que vos fala. Boa parte dos usuários das mídias precisa sair dessa posição, pois ela é insegura e irrealista. Ademais, há o julgamento da população que não participa necessariamente das obsessões de quem fala e/ou escreve nas mídias, se for o caso.
Não citei televisão, mas concluo esse breve raciocínio com essa mídia, tocando num ponto que considero uma ferida: programas policiais! Se são tão úteis e tão bons, seria apenas natural que pais e mães influenciassem abertamente seus filhos a ver tais coisas. Você aí pega seu filho de 5 anos e diz para assistir algum programa policial?
TV, Rádio, Internet, a mídia que for: nada disso faz de ninguém o deus do pedaço, o ser invulnerável e infalível. Um pouco de realismo e menos obsessão há de cair bem em certos indivíduos. Ou o duro muro da hostilidade alheia se será o freio inevitável.



Prudência nunca foi luxo. Aprenda com quem sabe.

fonte - O Araibu

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