quarta-feira, 11 de abril de 2012

COMO DEVERIA SER UM VEREADOR À ALTURA DAS NECESSIDADES DO NOSSO MUNICÍPIO?







Certa vez perguntei a um vereador de Diamantino o que era ser vereador e a resposta, em tom descontraído, foi essa: “É como ser corno, só que remunerado”. Isso foi em tempos passados, um tempo de vacas magras, orçamento menor e menores possibilidades de se conseguir “benefícios” com o chefe do executivo, o prefeito.
De lá pra cá a coisa mudou e certamente essa visão auto-depreciativa, se ocorre, deve ser por outras causas, pois ser vereador em Diamantino é ................................................................................................
Se não são todos que agem assim, há, pois, um problema de comunicação, visto eu e outras tantas pessoas não conseguirmos enxergar o maravilhoso trabalho dos digníssimos parlamentares. De pronto, pela minha impossibilidade de reconhecer e apreciar, vai o meu perdido de perdão: perdão, excelências! Não levem tão a sério as palavras deste utópico blogueiro, um que deseja tanto ver o município em melhores momentos!
Ser vereador deveria ser algo imensamente nobre e louvável, visto ser o cargo político mais próximo do povo, na base, ligado diretamente às questões primeiras, do centro e da periferia, da zona urbana e zona rural dos municípios. Ser vereador deveria ser orgulho a ponto de um pai e uma mãe poderem dizer “Temos um vereador na família, para graça do nosso município e honra de seus parentes!”. É assim que ocorre, pessoal?
A partir das eleições de 2012, podemos fazer diferente, muito diferente. Escolas, sindicatos, associações comunitários, CDL, entidades gerais podem elaborar debates e entrevistas muito interessantes e promover sabatinas com os pretendentes a uma vaga na Câmara Municipal de Diamantino no pleito 2013-2016. Sem piedade, mas com realidade e respeito, obviamente!
Perguntas sobre todas as questões que envolvem o cargo, o conhecimento da Constituição Federal, da Constituição do Estado de Mato Grosso, da Lei Orgânica do Município de Diamantino, da situação atual e das perspectivas do município, de como deve se portar um parlamentar e por aí vai. Se o indivíduo não aceitar o convite para o debate, coloque o nome dele numa lista e divulgue. Antes de mais nada, um político deve saber interpretar as coisas e comunicá-las com clareza.
Não tem que saber de tudo, mas precisa saber muito e ter um perfil de participação nas lutas do povo. Observemos o histórico dos nossos futuros candidatos a vereador e vejamos com quem e com o que eles andaram metidos nos últimos dez anos, no mínimo! Isso diz muito. Se corno ou não, como diz a história lá do início, isso não importa, pois vida pessoal nesse sentido não importa na hora de legislar em benefício do município. Aliás, corno, por si só, não é mal, nem é comportamento desrespeitoso. Cada qual com a sua sorte. Vixe!
Sobretudo, através do quadro da próxima Câmara Municipal, precisamos recuperar mais o crédito daquela casa, recuperando a sua independência em relação ao executivo, afinal o legislativo é e deve ser um poder fiscalizador e, para tanto, independente. Vamos, pois, no período da campanha, inquirir profundamente os que se julgam aptos a representar os milhares de diamantinenses por quatro anos, responsabilizando-se pelo destino do que deve e do que não deve ser feito no município.
Se queremos um prefeito à altura das necessidades do município de Diamantino, exijamos também vereadores do mesmo nível, capazes e compromissados, conhecedores das coisas e propositores de algo mais que votos de pesar e pedidos de patrolamento de estradas vicinais (é o novo!). É preciso um perfil diferente.
É por aí, gente!

fonte - texto adapatado O ARAIBU

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