domingo, 15 de abril de 2012

FAO: CHIFRE DA ÁFRICA PRECISA DE FINANCIAMENTO IMEDIATO DE U$ 50 MILHÕES



 
Roma, 23 de março – A FAO lançou hoje um apelo urgente para cobrir a lacuna de U$ 50 milhões no financiamento para o Chifre da África. Os recursos são necessários para as atividades agrícolas e pecuárias prioritárias antes e durante a próxima safra, que coincide com o período de chuvas de abril a junho.
O financiamento servirá para implementar um plano de 90 dias que permita fornecer aos agricultores e pastores recursos para melhorarem os seus meios de subsistência e fortalecer a sua resiliência a eventuais choques futuros. Algumas atividades já estão em curso mas precisam ser expandidas. Incluem programas de produção agrícola e pecuária e de dinheiro em troca de trabalho para restaurar as infraestruturas agrícolas vitais.
“A comunidade internacional deve continuar apoiando as famílias mais vulneráveis na Somália e em outras regiões áridas e semiáridas no Chifre da África, de forma a poderem lidar com um outro possível período seco”, afirmou Castro Camarada, Coordenador Sub-Regional da FAO para a África Oriental.
As previsões para o clima regional durante a próxima temporada de chuvas indicam uma grande probabilidade de chuvas abaixo do normal em grande parte da região do Chifre da África.
Segundo a FAO, apesar da situação nas áreas afetadas pela seca do Chifre da África ter melhorado significativamente nos últimos meses, estima-se que ainda 8,1 milhões de pessoas precisam de assistência (Etiópia: 3,2 milhões; Quénia: 2,2 milhões; Somália: 2,5 milhões; Djibouti 180 mil).
Atividades urgentes

As atividades urgentes previstas na região incluem a distribuição de sementes de plantas e vegetais, a ajuda na implementação de sistemas de irrigação de pequena escala e a organização de atividades de trabalho remunerado para restaurar as infraestruturas agrícolas vitais. Atividades orientadas para a pecuária incluem o apoio à produção de forragens e o início ou intensificação de campanhas de vacinação.
Na Somália, a partir de abril, a FAO planeja uma grande distribuição de sementes melhoradas de milho, sorgo e sésamo, bem como de fertilizantes, para garantir que os agricultores sejam capazes de tirar o máximo partido da próxima safra agrícola. Graças ao apoio de longo prazo da FAO para a multiplicação de sementes na Somália, estas estão disponíveis localmente e serão adquiridas tanto quanto possível no próprio país.
O fim da situação de fome na Somália foi declarado há mais de um mês. No entanto, quase um terço da população – mais de 2,5 milhões – está em crise, incapaz de satisfazer as necessidades alimentares e não alimentares essenciais. A maioria vive nas regiões do sul onde o acesso da ajuda humanitária continua a ser muito limitado.
Desde o início da crise, em 2011, cerca de 200 mil famílias em todo o Chifre da África têm participado em programas de dinheiro ou vouchers por trabalho organizados pela FAO, recebendo assim os recursos de que precisavam desesperadamente para comprar comida e, ao mesmo tempo, restaurar estradas, reservatórios de água e sistemas de irrigação. A FAO já vacinou e tratou milhões de animais contra doenças e está a planear expandir esse apoio nos próximos meses. Ao mesmo tempo, quase 160 mil agricultores só na Somália receberam sementes, ferramentas e formação na área agrícola.

Fortalecendo a resiliência

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, que visitou a Somália no mês passado, prometeu que a Organização vai aumentar ainda mais os seus esforços no Chifre da África e sublinhou a importância de ações contínuas e coordenadas que fortaleçam a resiliência das populações locais e interliguem a ajuda imediata com o desenvolvimento.
“Não podemos evitar as secas, mas podemos colocar em prática medidas para tentar impedi-las de se tornarem situações de fome”, afirmou.
O apelo global da FAO para 2012 ascende aos U$ 293,7 milhões para um misto estratégico de operações de emergência e de desenvolvimento de longo prazo no Chifre da África. Desse total, U$ 101,7 milhões – menos de metade – foram recebidos, deixando uma lacuna de U$ 193,9 milhões no financiamento, dos quais U$ 50 milhões são necessários urgentemente nos próximos 90 dias.



Fonte: Organização das Nações Unidas Para Agricultura e Alimentação (FAO)

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