segunda-feira, 16 de abril de 2012

PENSAR UM NOVO LEGISLATIVO. PENSAR UMA NOVA POLÍTICA.



Quantos dos atuais nove vereadores de Diamantino serão reeleitos? Em certos espaços da rede social facebook já vi campanhas do tipo “Não reeleja nenhum dos atuais vereadores”. Senão os nove creem que boa parte não se reelegerá. E a sabedoria pra isso se encontra primeiramente no ano de 2008, quando o eleitorado diamantinense, resolveu dar uma limpa no nosso legislativo. Poucos se reelegeram, o que deveria ter sido termômetro para os atuais.
Quem esquece, repete o erro. E a atual legislatura não conseguiu convencer o eleitorado em relação a uma independência diante da administração do prefeito JUVIANO LINCOLN. O eleitorado diamantinense esperou que os atuais nove vereadores fossem mais fortes em relação ao prefeito, mas isso não ocorreu. Não houve oposição política.
Hoje é muito complicado compor forças numa política onde os grupos de verdade desapareceram, restando os partidos como siglas de aluguel, estações temporárias. A somar-se a isso o fato dos políticos não se sentirem mesmo obrigados a cumprir um serviço público e sim uma trajetória de tentativa de sucesso particular. E não há incoerência ou imoralidade que leve a uma mudança de rumo. Até a população, influenciada por uma imprensa legalista e moralista (e muitas vezes hipócrita e ardilosa), apela ao Ministério Público, esquecendo-se que o Judiciário tem também a sua carga política, suas relações próprias e complexas com os outros poderes.
Tudo isso não se trata apenas da luta entre bons e maus, mas da sobrevivência ou não de uma maneira da sociedade e do Estado resolverem suas questões, ativarem na prática o que consideram que funciona ou não. Nisso, no vácuo do vacilo e da indecisão geral, os políticos mais espertos colhem seus frutos, ampliam sua influência e aumentam seu patrimônio.
Muitos de nós desejam colocar o peso da atual legislatura somente sobre a ação do vereador Manoel Loureiro, atual presidente da Câmara. Mas, a bem da verdade, todos os nove são responsáveis por uma legislatura sem cor, sem identidade, sem vínculo maior com os representados, com a massa geral de milhares de diamantinenses que se esforçaram por renovar o legislativo em 2008.
A Câmara Municipal de Diamantino mostra, em nível mais elementar e mais de perto, o que a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL) e boa parte do Congresso Nacional são para o povo brasileiro. Quase a totalidade da AL de Mato Grosso optou por apoiar o governador Silval Barbosa contra os professores na luta pelo cumprimento da Lei do Piso enquanto no Congresso Nacional, para um exemplo só, explodiu a questão dos supersalários, o que noutros tempos levaria milhares de brasileiros às ruas, levantados por estudantes e trabalhadores conscientes da questão.
O Brasil avança seu crescimento econômico e muitos empregos e oportunidades são criados dia a dia, mas institucionalmente estamos aquém de uma cidadania da qual nos orgulhemos. E nossas críticas, quando muito, são artifícios argumentativos a fim de proteger um grupo e detonar outro. Vejo esse tipo de aproveitamento o tempo inteiro.
Mas tomemos como uma tendência, senão como uma certeza, que nosso legislativo municipal passará por mudanças em seus quadros, mudanças drásticas, simplesmente porque o povo tenta, tenta, tenta e tenta. E esse povo não engoliu, por exemplo, a aprovação das contas dos prefeitos.



Faz-se tarde, senhores, e urge arrumar a bagagem pessoal!


Fonte - O ARAIBU (TEXTO ADPATADO)

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