segunda-feira, 21 de maio de 2012

ELEIÇÕES 2012: ENTRE A REALIDADE E A "TRADIÇÃO" (OU: OBSERVE AS COISAS SEM MAIORES ILUSÕES)




Família Adams: uma tradicional família!

Qualquer que seja o próximo prefeito de Diamantino, ele não vai resolver os problemas do planalto central, nada vai alterar no Congresso Nacional ou na Presidência da República, nem nos ministérios. Do contrário, vai é querer apoio de deputados federais e senadores, contatos ao máximo, livre trânsito nos poderes e boa vizinhança (ou a amizade mesmo) da presidenta Dilma Rousseff). Isso porque o futuro prefeito de Diamantino precisará lidar é com a realidade local e para tanto melhor será se ele estiver em linha com o ciclo de desenvolvimento que hoje se opera no Brasil.
Portanto, essa de militante de pré-candidato que, a pretexto de conseguir votos para seu ídolo, ataca sobremaneira o governo federal, é conversa pra despistar o foco da questão. Ou então é falta de projeto, ou malícia, ou desinformação, ou tudo isso junto, pois, se cada pré-candidato diz querer investir mais e melhor no município, ele está informando, no subtexto do que diz, que quer apoio. Apoio em nível estadual, mas (sobretudo) em nível federal.
Uma preocupação melhor nossa enquanto povo deste lugar deve ser examinar se os pré-candidatos a prefeito estão realmente elaborando projeto de governo. Outra é observarmos o nível de conhecimento e compromisso dos pré-candidatos a vereador, visto a atual legislatura da nossa Câmara não ser avaliada positivamente pelo povo, tanto quanto a nossa necessidade de, num futuro breve, operarmos uma profissionalização dos agentes públicos nesses níveis de poder. Chega de “meu compadre e minha comadre”, pois um município com os problemas que Diamantino tem e com os milhões de reais que administrará a cada ano a partir de 2013 não pode ser mais governado por criaturas “brejeiras” e “prosaicas”. Nem por super heróis, que isso em política não existe.
O que existe é projeto, união, apoio, clareza, objetividade, conhecimento do município, verdade. Ou o contrário de tudo isso, o que nos arrebenta!
Diz-se, com raiva, que “cada povo tem o governo que merece”. Diria eu: cada povo tem o governo que constrói, que permite acontecer. Mesmo as ditaduras, os regimes totalitários contaram com apoio de boa parte dos povos do lugar onde ocorreram, fosse por cooptação (vantagens econômicas, seduções ideológicas), fosse pelo uso da força (prisões, perseguições, censura, tortura). Sem o povo é que não acontece!
Daqui a pouco estaremos em plena campanha eleitoral e saberemos melhor o que cada figura tem a nos dizer de mais concreto. Carreatas, ôba-ôbas e outros eventos dentro do acontecimento da campanha são inevitáveis, mas não significam mais que uma manifestação momentânea de exibição. Basta ver se os indivíduos depois de eleitos convidam o povo para uma carreata todo mês, dando litros de gasolina. Convidam?
Certa animação, certo entusiasmo, tudo isso faz parte. Até certa “desrazão” em vistas da emoção aflorar. Mas não vale viajarmos na maionese e confundirmos barulho com realidade. Temos problemas reais aguardando solução.
Por fim, reflito sobre a velha história das tradicionais famílias, que sempre jogam essa história da tradição (delas) como se fosse um benefício ao município (a nós outros, os sem-tradiçao), sendo o escolhido das ditas famílias uma espécie de anjo ou de deus (embora possa ser despreparado como uma mula). Não dá mais pra cair nessa. Não devemos ser bobos!



TEXTO ADAPTADO - O ARAIBU - http://www.oaraibu.blogspot.com/

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