sexta-feira, 24 de agosto de 2012

NA FALTA DE PROPOSTAS REAIS PARA A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS DO MUNICÍPIO, RESTA A CERTOS CANDIDATOS FAZER BARULHO.



Quanto tempo um político e seu partido têm para criar soluções para os problemas do município? Em tese, todo o tempo, pois a função deles é essa. Em tese! E é assim que cada político e cada partido se comportam, ao menos compõem a cena que melhor possa ser apresentada ao eleitor no período da campanha. E todos agem assim?
Não! Mesmo dispondo de recursos e pessoas, além de tempo e, em tese, tendo firmado o compromisso de resolver os problemas do município ― o que se deve buscar mesmo sem um mandato, ressalte-se! ―, parte dos políticos chega ao período de campanha com uma “proposta” que é um pouco estranha, para dizer o mínimo: fazer barulho!
Na ausência de idéias, pois pensar é trabalhar (fazer esforço), parte dos candidatos investe em todo tipo de barulho, de alarde, de agitação sonora para abafar o vazio e a ausência de propostas, pois estas, se existem, parecem ser mera formalidade que um assessor põe dentro de um documento para o cumprimento das normas da justiça.
Procure lembrar, eleitor(a) diamantinense (a), dos barulhos de 2004 e de 2008 e, com calma, veja se eles resolveram os problemas que temos. Resolveram? Você aí acha que fazer barulho é solução pra alguma coisa? Você aí acha que barulho substitui uma plataforma política bem assentada, um plano de governo bem estruturado e o saudável diálogo que o pretendente a líder precisa ter com o povo?
Se um candidato e seu partido desejam mesmo respeitar a população, devem começar por respeitar-lhe a paz, o sossego, o direito ao silêncio que hoje só é possível no lar ou no meio do mato, ou no fundo do mar, ou no espaço sideral.
A população, que sofre com todo tipo de opressão e violência dessa atualidade e paga os salários dos senhores políticos, ainda tem de agüentar por horas, numa caravana dos infernos, uma turba voraz de seres barulhentos que, patrocinados em litros de gasolina por políticos sem proposta, segue o mau exemplo e bota pra quebrar como se fosse a comemoração do fim de uma guerra ou de uma Copa do Mundo. Na falta de propostas, o jeito é fazer barulho.
Mas eu quero aqui convidar o cidadão e a cidadã a um pensamento simples: a hora da urna é silenciosa! E é a hora em que vocês vão efetivamente dar a resposta correta a quem faz barulho e não tem proposta. ”Ali, só você e a urna, não tem erro: você é livre para escolher a competência, o novo, a capacidade, a transformação. Pense nisso!”.
Com o devido respeito às liberdades democráticas, quero lembrar a todos que essas ditas liberdades precisam respeitar sobretudo a inteligência popular. E inteligência combina com diálogo, com a troca de idéias, com a apresentação racional, objetiva e sensível de propostas adequadas ao município. E nós, o povo, temos o pleno direito de querer uma vida melhor e em paz, longe do barulho sem sentido dos que há anos nada mais tem a oferecer que não isso mesmo: barulho!


FONTE - O ARAIBU

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