domingo, 9 de setembro de 2012

QUEM VENDE O PRÓPRIO VOTO NÃO QUER UM MUNICÍPIO MELHOR




Cada eleitor só tem seu próprio voto, o que leva certas pessoas a desconsiderar o poder de sua escolha. Mas precisamos lembrar que não existe voto em si (e só), mas voto em conjunto, a soma das intenções. Se escolho um lado, coloco-me junto de todos os que fazem a mesma escolha, portanto meu voto só tem significado mesmo junto dos outros. Daí, precebendo isso, largamos a nossa visão ingênua de que nosso voto nada vale e vemos que ele vale muito, pois vale o futuro da nossa família, da nossa rua, do nosso bairro, do nosso município. Nosso voto é poderosíssimo!
É por isso, eleitor, que tem quem queira comprá-lo, a mim a ao teu voto. Somos nós juntos que colocamos na Prefeitura e na Câmara as pessoas que administrarão nosso município pelos próximos quatro anos. Não se trata de escolhermos quem nos possa fazer favores individuais, mas praticar uma gestão de alto nível para um município complexo e cada vez mais necessitado das melhores cabeças.
Se vendermos o nosso voto, estaremos é dando uma fonte de recursos a quem não tem real competência nem compromisso para geri-la. E a partir de 2013, por ano, a Prefeitura Municipal de Diamantino terá receitas que ultrapassarão os R$ 49 milhões, dinheiro que dá pra deixar nosso município bem estruturado, decente, muito melhor. Mas, se nós vendermos o nosso voto, estaremos dando esse prêmio a quem não tem a decência de nos apresentar um plano de governo que ouse resolver os tantos problemas que enfrentamos. Perderemos o direito de reclamar, pois quem vende o voto se vende, se protistui, se rebaixa a um nível igual àquele que compra. Ressalte-se ainda que a compra de votos é crime. Se houver flagra, a coisa vai parar na polícia e depois na justiça, com processo e tudo o mais.
Devemos parar e pensar: vale a pena vendermos o nosso voto e entregarmos nosso município a quem nos quer comprar? Reclamamos tanto de corrupção em outras estruturas e vamos deixar que ela aconteça logo em nosso município e nesse momento tão crucial? Como poderemos ter melhores escolas e melhores postos de saúde e saneamento básico de qualidade, além de segurança no trânsito se vendermos nosso voto para quem está interessado apenas em abocanhar os 4,5 milhões de reais que a Prefeitura vai ter todo mês? Como desejar que nosso município invista em cultura e esporte, em turismo e em empregos se, vendendo o nosso voto, estaremos destruindo as esperanças de que tudo seja melhor?
Saibamos ainda de algo também fundamental: é preciso que haja uma corrente contra a compra de votos. Precisamos estar mobilizados contra qualquer estranheza nas nossas eleições e precisamos desprezar quem, por malícia e oportunismo, nos desrespeite a esse ponto.
Não venda teu voto! Não compensa! Tenha respeito por si mesmo(a) e faça desse município um lugar mais feliz e justo. Não caia na idéia de achar que, pelo fato de só ter um voto, ele pode ser descartado. Não! O teu voto está numa soma com os votos dos outros.
Lembre-se: aquele momento ali diante da urna é solitário. O que vale não é nenhum tipo de pressão, mas a consciência e a liberdade de quem vota. Estejamos à vontade naqueles instantes de apertar aquelas teclas e façamos do momento o nosso passe de liberdade e de mudança do nosso município.


TEXTO ADPATADO - O ARAIBU

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