sexta-feira, 26 de outubro de 2012

PASTOR VALTER DE DIAMANTINO ESTÁ NO G1



Um pastor evangélico recorreu à culinária para ministrar um sermão aos fiéis no último culto da igreja Batista Buriti, na cidade de Diamantino, a 137 quilômetros de Cuiabá. Diante de quase 120 pessoas, o pastor Valter Stehlgens, de 39 anos, usou ovos, fermento, farinha de trigo e leite para preparar um bolo de chocolate durante a celebração.
O pastor contou ao G1 que sempre gosta de fazer alguma encenação nos cultos para fixar o conteúdo ministrado à igreja que é composta, em sua maioria, por jovens. Em outras oportunidades, ele disse que já usou fantoches, peças teatrais e até queimou uma nota de R$ 100 para explicar que o dinheiro é um mal quando domina o homem. A preparação do bolo, porém, surgiu de uma pesquisa bíblica feita pela mulher dele. No culto gastronômico, o pastor falou sobre a importância da unidade na igreja.
Stehlgens contou ao G1 que a encenação causou espanto na maioria dos fiéis que foi se identificando com as características de cada ingrediente utilizado para se fazer um bolo. Depois de colocar todos os ingredientes na tigela, o pastor explicou que o bolo só é formado quando cada ingrediente resolve se unir a outro, o que ele denominou de unidade. Morador de Diamantino há nove anos, o líder evangélico enfatizou que segue o mesmo método de ensino usado por Jesus. “Nossa igreja tem esse dinamismo de ensinar contando histórias, fazendo encenações. Jesus ensinava por meio de parábolas e faço a mesma coisa”, disse.
Segundo a mulher do líder evangélico, Elizandra Fátima de Lima, de 37 anos, assim que o bolo ficou pronto, foi direto para o forno. Ao final do culto, os fiéis foram convidados a saborear o resultado da ministração. “Nós pedimos para as pessoas levarem mais bolos à igreja. O final do culto acabou se transformando em um grande festival de bolos”, disse.
Além do culto gastronômico, a igreja tem ousado em montar grupos para a prática de esportes radicais e trilhas pelos pontos turísticos de Diamantino. Segundo Elizandra, as atividades têm tirado muitos jovens do vício das drogas e do crime. “O bairro em que estamos inseridos é violento e não muito bem visto na cidade. Com esse tipo de atividade estamos mostrando que ser diferente não significa ser careta. Esses jovens têm aprendido isso conosco. Esse é o nosso desafio na cidade”, finalizou.



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