domingo, 21 de outubro de 2012

VOCÊ FAZ POLÍTICA, MESMO SEM QUERER.



Por esses dias, ouvi de um jovem o seguinte comentário: “E ainda estão falando de política?”. Referia-se ele às fofocas e a outras conversas de outras pessoas sobre as últimas eleições e sobre os prognósticos para o futuro. Para o jovem, política (partidária mesmo) é algo que ocorre só no período das campanhas. E pronto.
Ele não está só nessa maneira de pensar. Uma maioria de pessoas segue esse mesmo caminho e, mesmo que participe ativamente de certas situações, não se vê como agente político que interfere na realidade, melhorando-a ou piorando-a.
Daqui a pouco teremos um novo prefeito em Diamantino. Dele, a maioria espera a força de um faraó, de um monarca expedito e voraz diante dos problemas. “Ele olha, ele sabe, ele salva!” Assim se pensa e, a partir disso, as coisas serão feitas (ou não).
Onde você mora? Em que bairro? Seu bairro precisa de quê? De micareta? Fala sério! Tem rede de água e de esgoto? Tem pavimentação? Seus filhos têm escola decente? Há segurança no bairro? Tem posto de saúde funcionando bem? E o trânsito por aí, como está? Hà animais soltos? Existe alguma praça ou alguma biblioteca no seu bairro? E quadra esportiva? O lixo está sendo recolhido? Você e as outras pessoas do seu bairro têm uma associação de moradores que preste? Do que seu bairro precisa?
Pronto. A lista aumenta a partir do momento em que você se põe a perguntar sobre, a observar, a estudar o meio em que vive. E se você aumentar a área, juntar os bairros, terá a cidade inteira como objeto de análise. Agora, entenda: isso é política! Pensar isso, a vida das pessoas, suas carências, sua necessidade de efetiva participação e não somente no período das campanhas, mas todo dia, tudo isso é política, pois política é aquilo que acontece mesmo sem a presença de políticos! Aliás, boa parte dos políticos apenas instrumentaliza as situações para auferir lucros para si.
Que faço eu a escrever, sozinho, no silêncio dessa noite? Faço política. Este blog ― bonito, não? ― é um instrumento de se fazer política. Exponho idéias e faço política. Questiono e sugiro e faço política. Procuro maneiras de dialogar contigo. E isso é política.
Entenda: toda vez em que você ignora a si como agente transformador do meio, está fazendo política! Desastrosa, mas está. Alguém se beneficia da tua ausência. O contrário, a tua participação, é também política. E será melhor se você qualificar seus pensamentos, suas idéias, suas palavras. Que te falta? Sofrimento? Acho que não. O sofrimento pode bem é destruir o desejo. E sem desejo não há encantamento. Encantamento com a melhoria da vida, da sociedade, da coletividade.
E, por fim, aprenda: política, como ação efetiva e forte, parte de um povo organizado! Sabe por que certos problemas parecem não ter jeito? Porque não estamos juntos. Percebemos o que precisa ser feito, mas, não estando juntos, somos fracos, poucos, irrisórios. Pense nisso!

TEXTO ADAPTADO O ARAIBU

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