sexta-feira, 30 de novembro de 2012

COMO QUEREMOS NOSSOS MUNICÍPIOS?


Felicidade interna bruta

Os municípios têm autonomia suficiente para implementar ações revolucionárias em termos de gestão, sem que os governos (federal e estaduais) tenham de obrigá-los ou incentivá-los nisso. Basta querer. O que se vê muitas vezes Brasil afora é município gerido por pessoas e grupos que enxergam no poder público apenas a oportunidade ótima para o exercício imoral de suas vazias vaidades e da apropriação dos hoje melhores recursos, milhões de reais ano a ano, dinheiro que, por sua função, deveria ser bem aplicado na melhoria de vida das pessoas, mas que, infelizmente, muitas vezes não o é, indo parar sabe-se lá onde. Advinha!
Por mais que haja fiscalização dos poderes, o grande passo nesse sentido (o de bem gerir os municípios) só será dado quando os munícipes, em sua maioria, alçarem-se ao patamar de fiscais diretos e bem preparados das ações de prefeitos e vereadores. A velha máxima “o povo unido jamais será vencido” funciona, ao menos em parte. E é no município que isso é comprovável de modo mais objetivo, pois é nele que vivemos nossa vida efetiva.
Mas, para desgosto de quem pensa tais coisas, somos ainda, e muito, um povo-gado que sofre e reclama, mas que, chegado o período eleitoral, se porta como besta arredia ao raciocínio e afeita à balbúrdia, à ilusão. É a cultura geral, assimilada em seus sórdidos detalhes e tomada por muitos como a cultura final e imutável. Disso se aproveitam políticos e homens de negócio inescrupulosos, ávidos de poder e dinheiro. Eles investem no “pão e circo” e, assim, se mantém no poder, perpetuando-se através de filhos, sobrinhos, paus-mandados, bajuladores, amigos, cúmplices e toda a sorte de velhacos.
Em meio ao pessimismo dessas constatações não é menos verdade que, mesmo de maneira desordenada e louca, esse mesmo povo deseja uma vida melhor, municípios melhores, onde os serviços funcionem e a paz seja uma regra e não um luxo. Podemos observar isso através de coisas assim:

“A maioria (85%) dos brasileiros que ainda não conta com coleta seletiva estaria disposta a separar o lixo em suas casas, caso o serviço fosse oferecido nos municípios, aponta pesquisa divulgada ontem (28) pelo Programa Água Brasil. Apenas 13% dos entrevistados declararam que não fariam a separação dos resíduos e 2% não sabem ou não responderam. O estudo, encomendado ao Ibope, entrevistou 2.002 pessoas em todas capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado.”


Por desenvolvimento, entenda-se o sustentável e não a idéia de padrões de riqueza onde uns se dão bem e a maioria pena. E já podemos ver o que melhor aplicar e o que não aplicar em nossos municípios. Nossas capitais e suas zonas metropolitanas nos oferecem exatamente os modelos de cidade que, em seu todo, não devemos imitar, porque caóticos, mal planejados, inchados, na contramão do meio ambiente e por aí vai.
Um município como Diamantino, tal a seus vizinhos, pelo lugar em que ainda se encontra dentro de uma escala evolutiva, pode ser considerado um laboratório aberto a experiências inovadoras em termos de gestão. E para isso, o gestor e os demais envolvidos precisam perguntar à população o que ela precisa o que deseja, de que carece e como pode participar. Mais: compete ao gestor incentivar essa participação.
Nesse ponto, vem-me à lembrança o conceito de FELICIDADE INTERNA BRUTA que um pequeno país da Ásia, o Butão, tomou como essencial em seus empreendimentos governamentais, isso para que os poderes soubessem satisfazer à população. Analisando a questão, o teólogo, escritor e professor universitário brasileiro Leonardo Boff nos diz:

“Por detrás deste projeto político funciona uma imagem multimensional do ser humano. Supõe o ser humano como um nó de relações orientado em todas as direções, que possui sim fome de pão como todos os seres vivos mas principalmente é movido pela fome de comunicação, de convivência e de paz que não podem ser compradas no mercado ou na bolsa. Função de um governo é atender à vida da população na multiplicidade de suas dimensões. O seu fruto é a paz. Na inigualável compreensão que a Carta da Terra elaborou da paz, esta "é a plenitude que resulta das relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, com outras culturas, com outras vidas, com a Terra e com o Todo maior do qual somos parte"(IV,f).”


Talvez, apesar da complexidade, não seja tão difícil realizar a felicidade de um povo. E nós, que somos esse povo, precisamos perguntar o que realmente queremos e o que realmente precisamos realizar para que as metas sejam atingidas. Os gestores dos nossos municípios, se bons ou ruins, nos representam, ou seja, são uma expressão de nós. Vale pensarmos nisso mais calma e sinceramente.

fonte - O Araibu

É ESPERAR PARA VER


Saimos satifeitos da reunião acontecida hoje no Palácio Parecis, com o prefeito Juviano Lincoln, que  tratou as reivindicações, com bastante atenção e cautela.
Em breve iremos divulgar o conteúdo apresentado na reunião.
Esperamos que o prefeito cumpra os acordos propostos na reunião.
Parabenizamos os diretores e coordenadores da Rede Municipal, pela iniciativa da reunião.

REFLEXÃO

BOM DIA....

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

AMAM DIAMANTINO?



Estou presenciando uma movimentação muito grande na cidade, em prol do não fechmento do HOSPITAL SÃO JOÃO BATISTA. Corre um abaixo assinado para tentar mobilizar os Freis a continuarem os trabalhos frente a Unidade de Sáude.
Pensando bem, não vi nenhum político se manifestar, ou sejam onde estão mesmos os políticos que dizem que AMAM DIAMANTINO, que escolheram esta terra para viver?
Cadê o povo que tem acesso com Riva, com Sinval, com Dilma, ou com qualquer político?
Onde está a sociedade civil organizada?
Acho que esse povo gosta muito de Diamantino, e ama mesmo esta cidade, percebe-se o amor que sente pela cidade...
Já pensaram na possibilidades de não termos nenhum hospital aqui na cidade?
Em 2014, haverá eleições para governador e deputados, aí voces votam neles novamante e tudo acabará novamente em pizzas....
Oh! céus quem poderá nos defender....
Só faltam alguns dizer o CHAPOLIN COLORADO.....
Porque os políticos.......

SUGESTÃO DE DOIS SITES PARA PROFESSORES DE HISTÓRIA OU PARA QUALQUER PESSOA QUE TENHA INTERESSE POR HISTÓRIA E PELA ÁFRICA.




Nesta página é possível ver e ouvir o escritor Ilan Brenman, autor de diversos livros para crianças, narrando muitos conto.

http://www.ilan.com.br/historias/index.htm


A Àfrica é um continente bem grande, que concentra países e culturas bem diferentes entre si. Nós brasileiros, temos uma relação próxima com muitos povos africanos, por isso vale a pena saber mais sobre nossos vizinhos lá do leste.Este site nos proporciona uma oportunidade única.


http://www.palmares.gov.br/2011/04/baixe-aqui-os-volumes-da-colecao-historia-geral-da-africa/

CONSELHO DE REPRESENTANTE





Cuiabá MT, 29 de novembro de 2012.


                                                                                                        AS SUBSEDES

                                                                                                        Companheiros (as),



                                                                                                       Cumprimentando fraternalmente a cada um e cada uma, vimos por meio deste convocar a todos (as) para o Conselho de Representantes nos dias 15 e 16 de dezembro de 2012, na sede da entidade, sito à Rua Mestre João Monge Guimarães, nº 102, Bairro: Bandeirantes - Cuiabá–MT, com início às 12h00min do dia 15 para deliberação da seguinte pauta:

1. Informes;
2. Balanço de 2012;
3. Encaminhamentos para 2013;
4. Outros.


                                                                                                      Na oportunidade aproveitamos para justificar que a alteração na data do Conselho, antes previsto para os dias 08 e 09 de dezembro, se deu em função de que no período não haveria vaga nos hotéis para alojar os (as) companheiros (as) do interior, tendo em vista de estarem ocupadas pelos (as) participantes das olimpíadas escolares.
Assim, seguindo aos procedimentos costumeiros, orientamos aos (as) companheiros (as) que realizem assembléias locais, nos envie com antecedência a ata com as indicações dos (as) participantes e as solicitações de recursos, caso for necessário.
Em relação ao local de hospedagem será informado no credenciamento. As situações específicas quanto à antecipação da entrada no hotel deverão ser encaminhadas à Secretaria Geral para os procedimentos necessários.
                                                                                                     As subsedes deverão observar o cumprimento do estatuto no artigo:

Artigo 28 – O Conselho de Representantes do SINTEP/MT é composto pelos membros da Direção Central (Diretoria Executiva e Diretores Regionais), pelo presidente da subsede ou seu representante e mais um representante eleito em assembleia local para cada 150 (cento e cinquenta) filiados.


                                                                                                       Sem mais para o momento, seguem nossas cordiais Saudações Sindicais.

                                                                                                       Atenciosamente,





REFLEXÃO

BOM DIA CIDADE DOS DIAMANTINENSES

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

DIAMANTINO 2013: O QUE QUEREMOS DO NOVO PREFEITO E DOS NOVOS VEREADORES?


O que vem por aí?


Da mesma forma que a maioria do eleitorado negou Juviano Lincoln em 2008, optando por Erival Capistrano, agora o oposto se dá. E o motivo central é o mesmo: acreditou-se em uma proposta mirabolante, de desenvolvimento para Diamantino. Por esquisito que seja assim é que é, e não é esta a primeira vez. Na verdade, apesar dos que leiloam o voto, o movimento geral dos eleitores vai em busca de renovação a cada eleição, na esperança de que o próximo gestor e os próximos vereadores tenham real espírito público, esforço, discernimento, compromisso, honestidade e, dessa maneira, honrem o voto, honrando o eleitor e o município.
Como governará mesmo o prefeito Juviano Lincoln, empossado que será, se nada de lhe atrapalhar, em janeiro de 2013? Não sei. Mas imagino, afinal ele nos governou por um mandato, o que nos dá uma expectativa. Mas não sejamos “videntes”, nem façamos apostas do tipo “ele vai se ferrar” ou “ele é um deus”. Sejamos simples e objetivos: onde nosso município precisa melhorar? Bairro por bairro, localidade rural por localidade rural, há para cada lugar uma pauta que, mesmo não escrita num papel, se mostra a partir do que o povo necessita.
Melhor seria se todo o povo estivesse organizado em associações e sindicatos livres da influência de grupos e oligarquias. Assim, consciente e ativo, saberia o que e como exigir do executivo e do legislativo. Mas isso que penso é um sonho distante. O comportamento despolitizado, a degeneração valorativa, a queda moral e a mesquinhez são as regras fortes de uma sociedade que experimenta assustada e excitada, sintomas da barbárie. E toma gosto pela coisa. A próxima gestão pode piorar ou atenuar essa situação, dependendo da direção que tome.
No meu entender de pessoa simples (discreta) e até arredia a multidões e a seus delírios, ouso pensar que tudo o que mais precisamos está no mais simples, naquilo que material e espiritualmente deixa o povo tranqüilo, contente e participativo. E um bom gestor, estando acompanhado de vereadores responsáveis, identifica e traduz facilmente esse pensamento em projeto e ação.



TEXTO ADAPTADO - O ARAIBU

DIAMANTINO - ORÇAMENTO 2013


Observando o orçamaneto da Prefeitura Municipal de Diamantino para o ano de 2013, ao todos serão mais de 55 milhões de reais, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura terá em seu orçamento mais de 14 milhões de reais. Fazendo a divisão desse montante, serão exatos 1.175.469,45 para serem gastos por mês com Educação.
E o pior de toda essa situação, é que aqui não se paga o PISO NACIONAL, de R$ 1.451,00.

FINAL DE ANO PREMIADO

REFLEXÃO

BOM DIA DIAMANTINO DE TODOS NÓS....

terça-feira, 27 de novembro de 2012

SEMANA DA COMUNIDADE DA UNED

NATAL DANCE

SAÚDE NA ESCOLA


Alguém sabe como anda o pragrama SAÚDE NA ESCOLA????
Quem souber me avise.....
Nos informaram que veio um recursos de R$ 30 mil reais para o projeto, e o ano está acabando....

REUNIÃO


Os diretores e Coordenadores da Rede Municipal de Ensino, agendaram uma reunião com o prefeito Juviano Lincoln, na próxima sexta-feira.
O assunto em pauta será a EDUCAÇÃO de DIAMANTINO.

REFLEXÃO

BOM DIA CIDADE...

domingo, 25 de novembro de 2012

A NOSSA MANEIRA DE VER DETERMINA A PAISAGEM



Qualquer sistema de pensamento que deseje, sinceramente, ajudar o ser humano precisará, dentre outros eixos, ter em seu programa, de modo sincero e plausível, o respeito pela diversidade cultural ― como fator inegável da espécie ― e o respeito pelo meio ambiente ― como condição fundamental da vida. Se a nossa espécie chegar a ter futuro, é porque conseguimos isso. Caso contrário, estaremos extintos e, talvez, tendo extinguido também boa parte da vida deste planeta.
Se na base de toda ação repousa uma forma específica de ver o mundo (uma cosmovisão), é parte do desafio identificar que conhecimentos são a base da base, ou seja, identificar pelo que se orienta a pessoa/sociedade que pratica as ações, sustentáveis ou destrutivas. A mudança na forma de encarar as coisas determina a forma como nós as realizamos.
Que tipo de conhecimento determina a cosmovisão que orienta as pessoas ao crime, à corrupção, à devastação ambiental e ao sexismo? Muitas pessoas diriam tratar-se de algo que provém de algum anjo-mau, caído de sua função ― outrora nobre ― ao lado do Todo-Poderoso. Mas rejeitemos, por enquanto, qualquer metafísica e orientemos nosso pensar para essa investigação em bases mais concretas. Que tipo de conhecimento é tão irresistível a ponto de nos fazer enxergar como toleráveis a poluição do ar e o trânsito caótico?
Muito certamente uma das piores conseqüências de como vemos o mundo, e de como construímos e exercemos o tipo de conhecimento que temos, é a depredação ambiental e seus reflexos. Muito me chamou a atenção uma entrevista sobre a questão dos oceanos e seu papel regulador do planeta: ”Oceanos, os radiadores do planeta”. Vale conferir!


Vamos pensar?


FONTE - O ARAIBU

ACORDA CIDADÃO

REFLEXÃO

BOM DIA CIDADE.

sábado, 24 de novembro de 2012

SER REACIONÁRIO NÃO É A SAÍDA



Se você quiser reclamar da justiça brasileira, reclame. Mas não confunda os atrasos do Estado brasileiro e das políticas governamentais com a questão dos direitos humanos, pois essa argumentação é coisa de nazista. Não pense que sempre tivemos direitos e democracia como temos hoje, apesar dos pesares. Não imagine que uma sociedade tipo olho-por-olho é a solução, porque essa “premissa” destrói o Estado Democrático de Direito e não garante uma justiça baseada no consenso social, mas, sim, e terrivelmente, o banditismo geral, a barbárie, o fim de qualquer possibilidade de sociedade, algo pior que o que hoje temos.
Tem gente que quer colocar menor de idade em penintenciária, mas não faz a mínima ponderação acerca de que isso seria mestrado e doutorado no crime para tais jovens. Saíndo de lá, e eles saem, nos pegariam de modo muito mais sosfisticado. Para a juventude ofereça regras, boa escola, cultura, esporte, inserção social, vez e voz, estrutura familiar de vergonha, futuro. Lembre-se que ser criminoso, de modo geral, não é algo propriamente natural, mas cultural, social, aprendido. Se hoje temos a desgraça de tantos jovens no crime, é porque há uma complexa cultura que alimenta esse estilo de vida, esses valores. É mundial isso.
Vamos contextualizar as coisas antes de opinar com idéias muito fortes acerca do que devemos fazer em relação a crianças e jovens, pois se lhes respeitamos como gostaríamos que os adultos nos respeitassem quando jovens, entenderemos melhor essa situação. E sobre a falta de limites, esse é um fator geral (os próprios adultos não se impõem limites muitas vezes).
Nosso moralismo e nossa dureza para com a juventude têm menos a ver com educação e com justiça e mais com a nossa incapacidade de criar alternativas para tais indivíduos. Isso é reacionarismo e é preguiça da nossa parte, sem falar no recalque, que é patente.
Não sou pela impunidade nem pela idealização do jovem. Mas vejo que ou colocamos nossas palavras e nosso esforço em vistas de fazer com que cada vez mais haja soluções sustentáveis, ou estaremos nos autocondenando. Por trás de tudo que é dilacerado ― um indivíduo, uma família, um bairro ― existe uma história a ser buscada e a ser entendida, isso pra ser superada. Drogas e armas, assim como o instinto frio de matar, não chegam pelo correio, nem são colhidos no quintal, tampouco surgem por um passe de mágica. Onde o crime venceu, o Estado e a família falharam.
A partir de 1º de janeiro de 2013 teremos um novo prefeito e quinze vereadores em Russas. A eles cabe dizer e realizar algo de verdade pelas crianças e jovens desse município. E o orçamento de cerca de 100 milhões de reais é bom pra isso. A nós cabe a inteligência e a cidadania de propor e de cobrar. Nos últimos vinte ou trinta anos o que nós fizemos nesse sentido? Veja o baixíssimo nível da última campanha eleitoral (coisa de gente grande, de homens sérios, adultos) e pense como é que um jovem de discernimento há de nos julgar.

Vamos pensar?

FONTE - O ARAIBU

PRISÕES BRASILEIRAS: JUSTIÇA OU BARBÁRIE?


Por esses dias, com esse calor que tem feito, pensei no quanto deve ser pior tudo isso pra quem se encontra recolhido a uma cela de uma delegacia ou, já julgado e condenado, a uma penitenciária. O calor insuportável num ambiente superlotado deve ser um inferno. Mas o senso comum há de considerar isso parte do "pacote", como se o Estado, que sabemos democrático, ao menos em tese, tivesse de, obrigatoriamente, ser autoritário ― e burro, apelando até pro clima.
Sobre o que deve ser uma prisão, a nossa sociedade, cristã de sua natureza, ou seja, uma sociedade que acredita no amor ― premissa fundamental pregada por Jesus Cristo ―, oferece alguns infernos, considerando, contraditoriamente, ser “de lei”, até de coração, gesto a que muitos se dedicam até com certo prazer e sem o mínimo pudor. Nossa sociedade confunde justiça com irracionalidade e crueldade, achando que assim os condenados apenas sofrerão. Mas saibamos nós:

“Se o Estado e a sociedade não cuidam dos presos, eles mesmos tratam de buscar o que mais lhes convém: auto-organização em comandos; rede de informantes entre carcereiros e policiais; vínculos com os bandos que atuam em liberdade. E nós, cidadãos, pagamos duplamente: por sustentar um sistema inoperante e ser vítimas da recorrente espiral da violência.” (Frei Betto – Adital).

Prisão nenhuma deve ser hotel, mas também não deveria ser o que encontramos no Brasil e em outros países: a aplicação de recursos materiais e humanos num tipo de “correção” que “profissionaliza” os presos novos em crimes mais pesados e não ressocializa de modo mais consistente. É dinheiro do Estado para promover “latões de lixo” humano, em nome do bem e da razão.
O caminho da prisão já começa, com muito incentivo, aqui fora, no dia a dia comum e prosaico. Basta ver como somos uma sociedade desigual e injusta, onde a maioria, apesar dos avanços econômicos e sociais, vive das sobras que a minoria, rica e poderosa, permite. Nossa sociedade é uma fábrica de criminosos, do ladrão de celular ao empresário corruptor de políticos, e se ressente disso como se não fosse ou como se não soubesse. Em verdade, a maioria de nós não consegue ligar as pontas dessa história para que ela faça seu justo sentido dentro da consciência, inaugurando um conhecimento mais interessante.

Acerca das prisões no Brasil, sugiro um interessante relato: ”É preferível morrer que ficar preso”.

Vamos pensar?

FONTE - O ARAIBU

NOTA DE PESAR

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SINDICATO DOS TRABALHADORES DO ENSINO PÚBLICO SUBSEDE DE DIAMANTINO – MT
Rua Almirante Batista das Neves nº 793 – Centro
Email – sintepdiamantino@hotmail.com
Site – www.sintepdiamantino.com.br



NOTA DE PESAR

Apresentamos nossa solidariedade e sentimentos aos familiares de MARIA RITA DA SILVA (Mãe da Professora EDITH VIERIA VANNI PENHAVEL MARMOS da Escola Municipal “Bras Maimoni”) pela sua morte ocorrida nesta manhã, 24/11/2012, em Cuiabá. Ela deixa seus familiares, amigos e a todos nós, o exemplo de uma vida dedicada à família.
Recebam nesta hora difícil, nosso abraço de afeto e respeito.



Diamantino, 24 de novembro de 2012.





Profª LUIZA FÁTIMA DUARTE
PRESIDENTE DO SINTEP
SUBSEDE DE DIAMANTINO – MT

REFLEXÃO

BOM DIA...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

REGIME DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DE DIAMANTINO



Alguns Profissionais da Educação estão nos pedindo esclarecimentos sobre a legalidade de um Profissional da Educação Efetivo  pegar um contrato de mais 20 horas.


VEJAMOS O QUE A LOBEB DIZ:


CAPÍTULO IV - DO REGIME DE TRABALHO
SEÇÃO I - DA JORNADA SEMANAL DE TRABALHO




Artigo 37 – O regime de trabalho dos profissionais da Educação Básica, será de 30 (trinta) horas semanais, inclusive para os atuais ocupantes dos cargos, salvo aos nomeados na vigência da Lei n.º 018 de 29.11.1991, detentores de dois cargos, que terão opção, conforme segue:
I – Regime de trabalho com dois cargos de 30 (trinta) horas semanais cada;
II – Regime de trabalho com um cargo de 30 (trinta) horas semanais e outro de 20 (vinte) horas semanais.
§1º - Os demais professores detentores de dois cargos poderão exerce-los, desde que suas jornadas não sejam incompatíveis e que seus acúmulos não excedam a 60 (sessenta) horas semanais.
§2º - É considerado em extinção à medida que vagar, os cargos de 20 (vinte) horas semanais e 40 (quarenta) horas semanais regidos pela Lei n.º 018 de 29 de novembro de 1991.
Artigo 38 - A distribuição da jornada de trabalho do Profissional da Educação é de responsabilidade da unidade escolar ou administrativa e deve estar articulado ao plano de desenvolvimento estratégico, em se tratando de unidade escolar.
Artigo 39 - O Professor, quando na efetiva regência de classe, terá 33,33% (trinta e três inteiros e trinta e três centésimos por cento) de sua carga horária destinada à hora atividade relacionada ao processo didático-pedagógico.
§ 1º - Entende-se por hora atividade aquela destinada à preparação e avaliação do trabalho didático, à colaboração com a administração da escola às reuniões pedagógicas, à articulação com a comunidade e ao aperfeiçoamento profissional, de acordo com a proposta pedagógica da Escola e da SMEC.
§ 2º - As condições e normas de avaliação da hora-atividade serão de responsabilidade dos CDCEs, dos Diretores, Coordenadores das Unidades Escolares e da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
§ 3º - Ao profissional da Educação Básica no exercício da função de secretário de educação, assessoria pedagógica, assessoria administrativa, assessoria de cultura, direção da unidade escolar, orientador acadêmico, coordenador pedagógico de cultura e outros projetos, secretário escolar, com jornada de trabalho de 30 (trinta) horas semanais; será atribuído ao salário percebido em seu cargo, função gratificada de acordo com o Anexo XVII, de dedicação exclusiva incorporável para fins de aposentadoria com impedimento de exercício de outra atividade remunerada, seja publica ou privada.
§4º – Ao profissional de Educação Básica detentor de dois cargos, no exercício da função exposta no caput deste artigo, não será atribuído à gratificação dela decorrente, ficando impedido de exercer outra atividade remunerada, seja publica ou privada.

Artigo 40 - O professor detentor de um único cargo poderá prestar serviço em regime suplementar de aulas adicionais, até o máximo de 20 (vinte) horas semanais, em função docente, em substituição ao afastado.

1ª Feira de Orquídeas da Apae

JANTAR DA APAE

QUE MARAVILHA, QUE ESPETÁCULO. QUE VERGONHA!



O fechamento do Hospital São Batista mostra com toda a clareza o descaso, o desrespeito do governo estadual com a Saúde de uma região que trabalha que produz e merece todo o respeito.
O fechamento de uma unidade hospitalar seja em que lugar ocorra é uma imensa temeridade para a população de qualquer categoria social.
O Hospital São João Batista presta, prestou maravilhosos serviços a nossa comunidade e a toda região.
No meu caso em particular minha filha mais nova, minhas netas e meus netos todos nasceram ali e sempre fui atendido com todo o respeito e a qualidade que eles poderiam oferecer. Todas as vezes que eu e minha família precisamos de atendimento médico foi a o HSJB que recorremos e nunca fomos mal atendidos. É muito triste se ocorrer o fechamento desse hospital. Está na hora de TODOS, independentes de partido ou grupo político, de clubes de serviço, da maçonaria, das igrejas seja qual forem elas se unirem e procurarem uma solução para esse grave problema. Que as vaidades sejam deixadas de lado, que as possíveis vantagens sejam esquecidas em nome da população. É nessa hora que se conhecem os verdadeiros lideres de uma comunidade.
É uma vergonha total que não consigamos manter um hospital em uma cidade que se gaba de ser um dos grandes pilares da produção agrícola do estado. Onde estão nossas lideranças?
Uma campanha deve ser imediatamente deflagrada para a continuidade dos serviços do hospital e que os problemas sejam resolvidos, as dificuldades seja sanadas e uma equipe elabore um plano de ação para que esse tipo de problema não venha novamente acontecer, deixando toda a comunidade do médio norte completamente apavorados com a hipótese do fechamento do HOSPITAL SÃO JOÃO BATISTA.

Um abraço do

PROFº FUMAÇA GENRO

REFLEXÃO


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BOM DIA.


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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Sobre nostalgia, respeito, violência e educação


Acordei cedo, como se não estivesse de férias, na manhã de uma quarta-feira chuvosa. Nas lembranças da noite anterior, sentia o peso de escrever algo, talvez o melhor texto de toda a minha vida, porque, simplesmente, parecia – parece – ser meu dever. Afinal, havia visitado a escola em que fui alfabetizado e participar de um projeto tão grande realizado dentro de seus muros e me comprometer a escrever sobre essa experiência, a mim, é uma espécie de obrigação qualitativa. Não bastasse essa responsabilidade, nem tudo estava acabado; eu deveria voltar, nesta mesma manhã de quarta chuvosa, ao lócus, colher ainda mais informações e, naturalmente, sentir dobrar o peso nos ombros. Essa minha situação me fez lembrar as angústias de um certo Guido, diretor de cinema italiano em Nine (2009). Ao final de deliberações com mesclas nostálgicas, ausência de cigarros e guiado pelo Felipe menino, eis meu enredo:
Dentre as maiores e reconhecidas obras brasileiras, Operários (1933) da artista Tarsila do Amaral, figura em posição de destaque. No quadro, percebemos a grande variação étnica existente no Brasil à época da intensa industrialização na cidade de São Paulo – que é retratada geometricamente em segundo plano – e que persiste, invariavelmente, na descendente e miscigenada atualidade, em todo o país. Em entrevista à Veja, o professor de filosofia medieval da USP, Lorenzo Mammi, declarou: “Tarsila consegue ainda dar conta da forte imigração. Muitos povos diferentes aparecem ali”.
Diante desta notável realidade, fica difícil não se imaginar como parte de um todo – ou o todo numa parte –. Ainda que sejamos brancos, possuímos traços físicos dos negros; ainda que sejamos negros, possuímos hábitos típicos dos povos indígenas; ainda que exista o hoje, há ascendentes que se manifestam em nossos fenótipos e correm pelas nossas veias. Somos dotados de história.


Mesmo assim, os dados da intolerância não param de ser contabilizados: Segundo dados do IBGE, os negros são 47,3% da população brasileira, mas correspondem a 66% do total de pobres. No último ano, aproximadamente 300 homossexuais foram assassinados exclusivamente por suas orientações sexuais. Em 2012, fez 15 anos que, no emblemático caso, o índio Galdino Jesus dos Santos foi queimado vivo num ponto de ônibus em Brasília e, desde então, a cada mês assistimos na televisão alguma violência contra moradores de rua. Para as mulheres, apesar de a Lei Maria da Penha ter atenuado significativamente as estatísticas de agressão e óbitos, cerca de dez mulheres são assassinadas a cada dia no Brasil, segundo o DATASUS. E, finalmente, pesquisas apontam que, a cada semana, um colunista escreve alguma asneira preconceituosa intertextualizando com cabras e que, alguma revista, igualmente asna, publica.
Portanto, só podemos concluir que há uma negligencia por parte da sociedade como um todo e, de modo específico, das políticas públicas que são escassas, ineficazes ou, ainda, estimulam a desigualdade e promovem a rixa entre etnias, com as cotas raciais, por exemplo. Em meio ao caos, onde se prefere não ver, a “4ª oficina de gêneros textuais – Reconstruindo Conceitos e Atitudes” revela e aponta um caminho para se enxergar – e consequentemente, enfrentar – a realidade atual. Embasada pelas leis 10.639/03 e 11.645/08 a Escola Estadual Irmã Lucinda Facchini, localizada ao norte de Cuiabá, abriu seus portões para a sociedade com o intuito de apresentar os resultados dos trabalhos desenvolvidos com os alunos durante o ano letivo. Idealizado pelas professoras, respectivamente, de português e história, Jacilda de Siqueira Pinho e Ivolina Razza, o projeto começou em 2009, “pequinininho”, como relataram e, hoje, se orgulham da amplitude que o projeto alçou.




Por exemplo: em 2010, os professores, junto ao uma equipe de alunos, visitaram a aldeia Formoso, de etnia Pareci, próximo a Tangará da Serra. Desde então, a escola continuou a manter contato com o índio que os guiou e, este ano, os Pareci viriam até a escola. No entanto, por problemas “burocráticos”, desses que só acontecem na leniência do poder público, a prefeitura de Tangará não disponibilizou o ônibus – que já havia sido confirmado – e os índios não puderam vir até a escola somar, culturalmente, com o evento.
Apesar do imprevisto, as inúmeras manifestações artísticas não foram abaladas: recitações, capoeira, músicas, danças, interpretações, peças e, de um modo geral, movimento. Havia, sobretudo, corpo em movimento: corpos se expressando e transmitindo signos de liberdade dialogando em prol do igual, chamando a atenção para essa realidade que não é de hoje, é de sempre.
Pensando a sociedade que é altamente questionável, tanto do ponto das políticas públicas, da segurança, quanto da participação da mídia, como veio condutor desse processo de espetacularização, incentivo à violência ou negligência das disparidades, é preciso refletir. Sobre o comportamento visto dentro os alunos e essa tal “espetacularização”, a professora Ivolina Razza declarou que a mudança de comportamento é “bastante forte e a mídia mostra muito a violência e eles acham que ela deve fazer parte do cotidiano, está muito arraigada neles”.



É papel de todos nós, cidadãos, enxergar para combater, efetivamente, os problemas que as minorias ainda enfrentam, depois de anos a fio. Afinal, como disse o senador Rodrigo Rollemberg, “a violência não está só nas mãos de quem pratica, mas no pensar culturalmente transmitido por gerações”. O grande êxito da 4ª oficina de gêneros textuais é desanuviar os obscurantismos, através do reconhecimento de outras culturas e, a partir daí, provocar um natural respeito mútuo. Conta a professora Jacilda: “percebemos grande mudança, porque eles não conheciam a cultura afro, indígena. Essa questão da diversidade era mais ligada a uma coisa muito distante deles e, hoje não, hoje eles já percebem a diversidade na literatura, nas obras de arte; conseguem relacionar o conteúdo de história com outras disciplinas. Hoje tem mais significação pra eles. Precisava da lei”.
Projetos como este são louváveis e devem ser enaltecidos. Crescido nessa escola que atendeu, muito bem, às necessidades, que eu considero fundamentais para formação intelectual, cultural e pessoal de qualquer cidadão, muito me orgulha em ver que, ainda que se tenham passado anos, crianças e adolescentes estão tendo o mesmo aparato que eu tive na lida com as diversidades; no incentivo do respeito a vida, ao meio, ao outro e a natureza; no aprendizado do Ser.
Paulo Freire, muito citado nos intervalos das apresentações pela grandiosa e sábia professora aposentada Célia Bárbara – à época de minha infância, diretora da escola -, em sua obra Pedagogia da Indignação diz:

"Se a nossa opção é progressista, estamos a favor da vida e não da morte; a favor da equidade e não da injustiça; a favor do direito e não do arbítrio; a favor da convivência com o diferente e não com a sua negação. Não temos outro caminho senão viver plenamente com a nossa opção. Encarná-la, diminuindo assim a distância entre o que fizemos e o que fazemos."

Que possamos nos inspirar neste grande pensador ao lidar com a violência no Brasil; que possamos multiplicar projetos como o desenvolvido dentro da escola Lucinda Facchini, para se implantar, na mais tenra idade, os princípios de respeito e cognição. Só assim, poderemos nos perceber por inteiro, como uma nação, um corpo em toda a nossa diversidade. Este é nosso maior desafio para construirmos efetivamente uma sociedade mais justa nos baluartes de uma cultura de paz.





REFLEXÃO DO DIA....

BOM DIA CIDADE...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Até onde vai seu preconceito

Negro é a raiz da liberdade!!!

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Comemorar o

Dia Nacional da Consciência Negra é legal!!!

Lei 10.639/03

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Sorriso Negro
Um sorriso negro, um abraço negro
Traz....felicidade
Negro sem emprego, fica sem sossego
Negro é a raiz da liberdade
...Negro é uma cor de respeito
Negro é inspiração
Negro é silêncio, é luto
negro é...a solução
Negro que já foi escravo
Negro é a voz da verdade
Negro é destino é amor
Negro também é saudade... (um sorriso negro !)
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A história do mundo começa na África
Falar em história da África é falar sobre a história humana.
Afinal, foi lá que surgiu o Homo sapiens, cerca de 160 mil anos atrás. Portanto, a humanidade desenvolveu-se primeiro no continente africano e, progressivamente e por levas sucessivas, foi povoando o planeta inteiro. De lá, partiram os habitantes que constituíram os primeiros núcleos urbanos na Europa mediterrânea, América, Ásia e Oceania.
Quando se pensa em civilização, também a África foi pioneira. A importância do continente no mundo antigo é hoje inegável. Sobretudo a partir da ascendência civilizatória milenar do Egito faraônico sob as civilizações que beiravam o Mediterrâneo: persa, assíria, hitita, cretense, helênica, hebraica e outras. Trata-se de uma história de 7 mil anos que formou a base sociocultural da maioria das civilizações na Antiguidade. A cultura egípcia teve importante influência para a expansão das artes, das ciências empíricas (matemática, geometria, biologia, astronomia etc.), da filosofia da natureza e do pensamento religioso.
Da África saíram, a partir do século XVI, levas de escravos que vieram para as Américas no período da escravidão e participaram da formação do Brasil.
No século XX, após longas lutas de independência, constituíram-se novas nações na África.
Com sua arte, cultura e tradições, os africanos
influenciaram e continuam a influenciar o mundo.
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“Depois de uma dura travessia pelo oceano Atlântico, os negros

africanos foram obrigados a mudar sua maneira de viver, adaptando seus costumes e suas tradições ao novo ambiente. Misturando-se aos povos que aqui encontraram, esses negros deram origem à mestiçagem que amorenou a nossa pele, alongou nossa silhueta, encrespou nossos cabelos e nos conferiu a originalidade de gestos macios e andar requebrado. Ao incorporarem elementos africanos ao seu dia-a-dia nas lavouras, nos engenhos de açúcar, nas minas e nas cidades, construíram uma nova identidade e nos legaram o que hoje chamamos de cultura afro-brasileira.”

Fonte: trecho da Apresentação do livro África e Brasil Africano, de Marina de Mello e Souza, Editora Ática.

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“É preciso reconhecer que um mergulho na história social do Brasil mostra que durante a escravatura formou-se uma poderosa cultura racista”.

Fonte: “Octavio Ianni: o preconceito racial no Brasil”. Entrevista de Octavio Ianni de 11/12/2003. In: Estudos Avançados, v. 18, no 50, São Paulo, jan/abril 2004, p. 11.


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