segunda-feira, 19 de novembro de 2012

SEMIÁRIDO: NOSSO LUGAR.


Ensinaram-nos que o semiárido era uma região impróspera pela sua natureza de sol e estio, incapaz de maiores coisas que feijão, farinha, milho e um rebanhinho de cabras para utilidades domésticas. Ao longo de uma vida, aprendendo as coisas desse modo, internalizamos uma falsidade tanto em relação à realidade objetiva da região quanto à subjetiva de nosso olhar sobre ela.

De uns tempos pra cá, pelo esforço de muitos, damo-nos conta de coisas assim:

“Boa parte da agricultura familiar e camponesa do Brasil vive na região do semiárido, por isso precisamos pensar políticas públicas adequadas de desenvolvimento dessas famílias. Entretanto, hoje nos deparamos com uma série de contradições, especialmente no campo. Ao mesmo tempo em que a ASA [ARTICULAÇÃO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO] defende propostas de desenvolvimento sustentável, solidário, onde a água e a terra possam ser democratizadas, para que as famílias possam ter uma agricultura familiar diversificada, com bases na agroecologia, ainda nos deparamos com um modelo de desenvolvimento que se contrapõe a tudo isso. O agronegócio, o hidronegócio, a monocultura do eucalipto, a mineração, os grandes projetos de transposição das águas são contradições do semiárido que geram exclusão, concentração de água, de terras. O encontro da ASA irá abordar essas questões.”

E, com isso, entendemos uma relação mais profunda das coisas e de suas contradições, dos atores por trás de cada ponto de vista, do nosso presente e das nossas possibilidades de futuro.
Em ótima entrevista ao portal IHU Online, Valquíria Smith, da ASA Brasil, nos oferece algo em que pensar: ”Semiárido: contradições e alternativas”.


fonte - O ARAIBU

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