quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

LIXO É COMUM, MAS NÃO PODE SER TRATADO COMO BANAL


Existiria lixo sem a presença humana? Não. O lixo é uma criação humana, mas é comum à maioria de nós enxergar a situação apenas como um problema dos outros, ou como algo abstrato, que está aí sem que se saiba como tudo começou nem porquê. Sobre tudo o que é mais comum e que tenha caído na conta do banal, nossa visão (nossa atenção, nossa sensibilidade) é turva, praticamente cega, mutilada pelo hábito, pela força do cotidiano onde o mistério de ser desaparece entre tarefas e carências.
E o ser humano produz lixo do mesmo jeito em todo o planeta? Certo que não, pois, de início, já há uma diferença entre as sociedades tribais (primitivas, praticantes de uma economia de subsistência, afeiçoadas ao meio ambiente) e as sociedades civilizadas (desenvolvidas no sentido da produção, do trabalho segmentado, do consumo e da multiculura caótica que engendra deferentes desejos e diferentes aquisições, portanto diferentes formas de lixo). Lixo é, assim, um produto social, cultural, interrelacional, uma perspectiva sociológica, uma extensão dos nossos recalques, expressão da nossa alma. E é um grande problema, ainda mais se não for compreendido em sua essência.
Para tanto, na tentaiva de esclarecer mais sobre esse assunto, recomendo a ótima entrevista de Raúl Néstor Alvarez feita por Graziela Wolfart na Revista IHU Online, nº 410, página 10 : ”O lixo como uma construção social”.

FONTE - O ARAIBU

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