domingo, 20 de janeiro de 2013

DEPOIS DAS ELEIÇÕES, MANDAM-NOS CALAR. MESMO RESMUNGANDO, SILENCIAMOS E ESPERAMOS.




Os governantes não são eleitos por todos e a maioria precária que os eleger não gera poderes absolutos. Ter consciência disso deveria dar um pouco de humildade aos dirigentes, mas eles continuam se comportando como se o Diploma da Justiça Eleitoral fosse uma escritura de propriedade sobre o bem publico.
Repete-se a sina denuncia por Max Weber. “em uma democracia, o povo escolhe um líder em que confia. Então o líder escolhido diz: Agora calem-se e me obedeçam!”. Mas democracia não gera um cheque em branco: estabelece uma delegação limitada e provisória.
Na Constituição do Brasil, alias, não esta dito que o Poder deriva apenas o voto: consta lá que ele emana do povo e alem da delegação via voto, será exercido também diretamente . São duas ponta:  sem amarrar as duas não há democracia. Sem que a democracia direta forneça a metade dos ingredientes da sopa, não haverá jamais plena democracia no cardápio.
A crise capitalista avança e vai pegando geral, aumentando o descontentamento com os gestores, diminui a receita pública e a disputa pelos caraminguás restantes cresce quem sofrerá mais com os cortes no orçamento os amigos do rei ou a população mais pobre?
Será obrigatório, portanto, racionalizar a gestão. Com as exigências populares crescendo, será necessário administrar os conflitos. De que forma? Usualmente ocorre a imposição autocrática, pela força, porque jamais houve a Tomada de Decisões pela Sociedade Organizada ou pela Justiça, onde os conflitos naturalmente desembocam nos dois casos a interpretações ficam a cargo dos doutos, longe do crivo do desprezado “andar de baixo”.
Os governantes não querem extinguir Ministérios e Secretários. Nem pensam em zerar as nomeações de aspones para aproveitar os bons servidores público, criando controladorias e convocando conselhos populares para uma cogestão como propôs em Cascavel a Professora Rosana Kátia Nazzan.
Mas na peleia pelos recursos públicos algum vencedor haverá: será o financiador de campanha ou o cidadão mais necessitado? A questão agora é quem vai arbitrar esse jogo: a Câmara Municipal?
Hoje, caídas na lama e na vergonha, muitas Câmaras Municipais beiram a completa desmoralização. É espantosa a soma das abstenções com os votos nulos e brancos. Parte da população já sentiu que é enrolada amplamente pelos marqueteiros e seus candidatos produtos, elaborados em laboratórios publicitários. Assiste-se a um poder político que falsifica tudo logo na elaboração do fulano líder na forja da propaganda.
As Câmaras começaram a se desmoralizar pouco depois da independência do tipo caviar, da qual até se ouve falar, mas não saboreia no cotidiano. Até 1828 o poder local era exercido por meio de um sistema de conselhos populares.
O Império então decidiu amarrar as Câmaras para impedir verdadeira independência liquidou o poder popular exercidos pelos Conselhos de cidadãos. Hoje você fala em conselhos populares e as pessoas estranham, acostumadas à autocracia ignoram que os conselhos populares governam a maioria das localidades bem administrada do mundo.
A Democracia ainda precisa ser conquistada. Uma observação até superficial da realidade brasileira deixa bem claro que ainda não a temos: depois das eleições manda nos calar, mesmo resmungando, silenciamos e esperamos.
Acostumamos com a autocracia. Levaremos um susto quando, repentinamente a democracia ao virar uma esquina nos dar uma trombada. Pode ser que até a gente reclame um pouco por esbarrar em desconhecida.

Alceu A. Sperança
escritor

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