sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

QUEM FARÁ REAL OPOSIÇÃO AO PREFEITO JUVIANO LINCOLN?



Quem fará real oposição ao prefeito Juviano Lincoln nesses tempos em que os partidos se dissolvem na agonia de suas ânsias e as lideranças não lideram nem uma parca paciência quanto a fazer um trabalho duradouro? Quem? ― pergunto eu aos meus botões. Quando falo em oposição refiro-me a projeto político-administrativo com inserção social, ou seja, algo maduro, grupal, construído no cotidiano junto do povo e de suas organizações, algo a que, mesmo que discordemos ideologicamente, reconheçamos como algo louvável.

Não haverá tal oposição, creio, pois o reducionismo a que a política partidária está amarrada é de tal ordem que não há como compor grupo coeso e duradouro, fiel a uma plataforma em que indivíduos, crentes na ideia e pacientes quanto à luta, sejam capazes desse tipo de dedicação que só em tempos de outrora havia, e era bom. Hoje, opositores se resumem a desafetos que, no íntimo, alimentam grande esperança de um dia fazer parte do grupo do atual gestor. A política morreu, ao que parece, a política como grande ideal acabou.

Por sua vez, o, prefeito Juviano Lincoln, como não é mais candidato a reeleição (porque a legislação não o permite), observa o tempo passar, até o momento nenhuma ação brusca aconteceu na cidade, a não ser os serviços essenciais que outrora acontecia. Nem mesmo a sua equipe foi montada e já estamos quase no final do mês de janeiro.


Quem terá musculatura política para se opor a essa administração, a essa maneira de ser?

Ainda há, creio, alguns vereadores que se mostram como oposição, mas será que agüentarão quatro anos na, praticamente, obscuridade enquanto Juviano seguirá em diferentes ações? Haverá tenacidade desses parlamentares para tanto? Será?

Penso nessas coisas, pois quando vejo o que hoje, em diferentes lugares e não apenas em Diamantino, chamam de oposição, sinto-me triste com o que olho. E sei que uma oposição de verdade é algo bom para a democracia, algo bem melhor que o “rasga-rasga” de certas disputas, práticas obsessivas as quais certos políticos chamam de política.

Ainda há tempo, afinal estamos só no início, mas, de minha parte,  não acredito que os ares da política partidária exalem melhor perfume nos próximos tempos, isso tanto em nível local como em nível geral. Os embates entre situação e oposição tendem a ser o que temos visto: não um embate de ideias e propostas, mas uma espécie de enlouquecimento, falta de senso. Sai-se melhor nesse embate, claro, quem está na situação e realiza o que o povo precisa. Portanto, diante do tipo de oposição que o prefeito Lincoln  tem, ele, se nada lhe retirar do cargo, pode se despreocupar, pois chegará ao final desse mandato com um índice de popularidade no alto.
Ou será que não? É esperar pra ver.

TEXTO ADPATADO O ARAIBU.

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