sábado, 2 de março de 2013

COMO NOS REPRESENTAM OS PARLAMENTARES QUE ELEGEMOS?






Até que ponto nos sentimos representados pelo poder legislativo? Sejam as câmaras municipais, as assembleias legislativas ou o Congresso Nacional (Câmara Federal e Senado), até que ponto nós, povo brasileiro, sentimos mesmo que nesses espaços estão pessoas comprometidas de verdade com a melhoria dos municípios, dos estados e do país?

É facilmente observável que a maioria de nós pouco liga para o legislativo, ocupando-se na quase totalidade do tempo com o poder executivo, o qual identificamos como aquele que realiza. Não entendemos a função fiscalizadora e moderadora do poder legislativo, ou seja, não entendemos que as realizações desse poder são essas mesmas e não abrir estradas ou construir açudes. Nós, povo brasileiro, temos pouquíssima consciência em relação a tal poder, tanto é que muitos elegem pessoas que não sabem sequer escrever um bilhete de modo coerente, tampouco prestar-se a dar uma entrevista numa rádio ou ministrar uma palestra numa escola. Se congressistas, nem sabemos as ações de muitos naquelas duas casas abarrotadas de engravatados muito bem pagos.

Junte-se a isto o fato do poder legislativo, de modo geral, ter, ao longo do tempo, se tornado cada vez mais uma extensão do executivo, apenas um lugar onde os indivíduos representam a si mesmos e às suas empresas, famílias, relações, negócios, etc. A isto se junta aquela imprensa “amiga” (vixe!) que transforma sua ação em choque publicitário ou contra ou  a favor, e, assim, ganha sua grana.

Ao povo brasileiro quanto custa manter todas as câmaras municipais, todas as assembleias legislativas e o Congresso Nacional inteiro? Por ano, quanto custa isso? Essa não é uma questão boba, mas fundamental. E, no entanto, não é pauta de nenhum partido, não que eu saiba. Mas o pior não é existir isso e, sim, inexistir uma revolta completa da nossa parte em relação a tal situação. Se muito, lá se vai um “Fora, Renan!” que esquece que o dito parlamentar é um peixe num aquário repleto de outros, com raras exceções, iguais em desejos. Infelizmente, no Brasil, a cultura de privatização da função pública é uma realidade acreditada até pela sociedade como um expediente válido para o sujeito subir na vida. Isso é trágico.


FONTE - O ARAIBU

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