segunda-feira, 17 de junho de 2013

CADÊ A TAL DA MOBILIDADE URBANA QUE NÃO CONTEMPLA O POVO?


Eis aí o povo em luta por uma justa causa


Os municípios onde moramos, esses outrora paraísos de paz do interior do Brasil, já não são lugares tranquilos há anos. Com índices de roubo e de homicídios dignos de um massacre, demonstram a que ponto o país inteiro chegou no que tange à desordem, pois isso que sofremos é, sim, desordem, quebra da lei, das regras de convivo social, sintomas de que há falhas na sociedade, mas, sobretudo, no Estado. E ainda há os que, mesmo sabendo disso, dessa desordem, hão de pedir ordem aos que se manifestam em atos públicos contra “roubos dentro da lei” promovidos por empresários com o aval de governos, como é o caso do aumento da tarifa de transporte público na capital paulista.

Desculpem-me as mariposas chocadas com a manifestação popular, mas pior que o vandalismo de alguns, que são apenas parte da multidão, são os governos ditos democráticos ― há os que ainda se dizem de esquerda, socialistas e afins ― que, demonstrando a mais ampla falta de vontade de negociar com o POVO PAGADOR DE IMPOSTOS, mandam sobre a massa a polícia e todo o aparato de “guerra” de que a mesma dispõe. Vi na web imagens de policiais agindo como se reprimissem bandidos da pior espécie quando de fato estavam diante  de indivíduos desarmados.

E para quem deseja aproveitar a situação para proteger o PT do prefeito Fernando Haddad e cuspir sobre o PSDB de Geraldo Alckmin, já vou avisando que, nessa “pedagogia” de descer a lenha, esses dois partidos tem se assemelhado (vide o que a presidente Dilma faz com os indígenas).

Observando o que ocorre na capital paulista, penso no palavreado de “mobilidade urbana” que esses governantes usam, mas que numa hora dessas é totalmente esquecido. Nesse ínterim, medito sobre um lindo texto da filósofa Márcia Tiburi, onde ela diz:

"A Mídia e a Polícia no estado em que se acham são a morte da democracia. E, no entanto, jornalistas e policiais, por burrice ou interesse, maldade ou desfaçatez, estão do lado errado. São vítimas que servem aos próprios algozes. Mas não pensemos que não possam ser diferentes.  Aquele que respeita o outro sempre sonha que ele possa aprender, mudar, se tornar mais inteligente. Também os policiais e os jornalistas – neste momento, alguns se mostram verdadeiros canalhas – também poderão acordar do pesadelo ao qual servem." (CARTA EM APOIO AO MOVIMENTO PASSE LIVRE - Márcia Tiburi).

Por fim, recomendo mais um texto, um que li no portal Congresso em Foco: O uso do terror para construir vilões sociais – manifestações de estudantes em São Paulo. Vale conferir!

Penso se as torcidas de futebol, em vez de apenas fazerem o que comumente fazem, dessem de apoiar essas manifestações (refiro-me ao poder de sua logística e de sua paixão). Seria uma força e tanto, não?
 
 
FONTE - O ARAIBU

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