quinta-feira, 18 de julho de 2013

NO BAIRRO EM QUE VOCÊ MORA, QUAL A SITUAÇÃO DOS ANIMAIS?

 
A planta não está apenas diante de mim. Ela está como ressonância, símbolo e valor dentro de mim. Há em mim uma dimensão montanha, vegetal, animal, humana e divina. Espiritualidade não consiste em saber disso, mas em vivenciar e fazer disso tudo conteúdo de experiência. Bem dizia Blaise Pascal: “ crer em Deus não é pensar em Deus mas sentir Deus”. A partir da experiência tudo se transfigura. Tudo vem carregado de veneração e de sacralidade.
(Leonardo Boff)

Se o ser humano é capaz de praticar contra seu semelhante as piores violências e as mais elaboradas humilhações, o que se pode imaginar em relação aos animais ditos irracionais?
É por isso que os municípios precisam de legislação e serviços específicos, além de campanhas de conscientização junto à população para que uma consciência seja gerada e, com o tempo, ampliada. A educação e a ação preventiva (o cuidado) são as bases de uma boa relação de nós para com os outros seres da comunidade da vida, a começar pelos animais domésticos, cães e gatos que conosco moram ou que estão por aí nos rodeando, abandonados, famintos, maltratados, sujos e doentes.
Uma cartilha do PROANIMA nos informa:
“A maioria das pessoas se comove ao presenciar ou ficar sabendo de maus tratos praticados contra animais. Muitas até acham que nada podem fazer a respeito, outras não querem se envolver, e tem até mesmo aquelas que acham que não adianta denunciar.

A verdade é que os animais são protegidos por leis, e nós, cidadãos responsáveis e preocupados com o bem-estar de todas as criaturas vivas, precisamos lutar pela divulgação, implementação e fiscalização dessa leis." (ProAnima)

Para acessar a cartilha completa, clique "aqui".

Entenda-se bem: não é nenhuma bondade nossa respeitar e ter boas relações com os animais,  mas obrigação, até porque, segundo dizem, somos a espécie mais evoluída do planeta. Porém, não podemos esperar que essa "abstração" resolva tudo por si só. Não basta também só sofrermos e nos apiedarmos diante da situação em que se encontram animais que, todo dia, encontramos por aí a esmo, correndo o risco de serem atropelados ou sofrerem outro tipo de violência, como se crianças fossem (reparando bem, são como crianças mesmo)

Junto de leis já existentes, devem entrar a nossa consciência e o nosso interesse em estudar e viver melhor esse assunto. É preciso não mais ignorá-lo! No bairro em que você mora, o que tem sido feito pelos animais? Você pode, mesquinhamente, ver esta como uma questão à parte, já que há outros problemas, inclusive problemas de abandono de seres humanos mesmo, como vemos Brasil e mundo afora. Mas saiba: a partir do momento em que pessoas, especialmente jovens, envolvem-se em questões de solidariedade, de voluntariado, ecológicas, dentre outras, todas as questões pertinentes à proteção e valorização da vida, o que inclui a humana, passam a funcionar num mesmo conjunto de ações e sentimentos, pois a cultura dos envolvidos muda e sua consciência política aumenta.

Dessa maneira, pensar a condição dos bichos é até um espelho para pensarmos a nossa própria condição de seres dependentes praticamente das mesmas coisas, que vão da comida ao abrigo, passando pela segurança até a atenção e a afetividade

Nesse tempo em que o governo federal se embate com médicos numa queda de braço antes não vista, seria um espécie de heresia sugerir clínicas veterinárias públicas municipais? Já vi essa proposta por aí, nas redes sociais. É uma idéia!
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* Visite a ANDA
 
 
FONTE - O ARAIBU

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