HISTÓRIA DE DIAMANTINO



INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE DIAMANTINO
Historiador responsável: Joel Praxedes Capistrano
(Apostila JPC – 02)

ROTEIRO HISTÓRICO DE DIAMANTINO

“A estrutura geral deste simplificado relatório está embasado em uma concepção teórica e metodológica da História de Diamantino, bem como a realidade viva e presente que fora construída pelas ações do homem,e em todas as suas dimensões e em diversos tempos e lugares.
Conhecimentos de História

• Por que ensinar História de Diamantino.

A História, enquanto disciplina escolar, ao se integrar à área de Ciências Humanas e suas
tecnologias, possibilita ampliar estudos sobre as problemáticas contemporâneas, situando-as nas diversas temporalidades, servindo como arcabouço para a reflexão sobre possibilidades e/ou necessidades de mudanças e/ou continuidades.
A integração da História com as demais disciplinas que compõem as denominadas
Ciências Humanas permite sedimentar e aprofundar temas estudados no Ensino Fundamental, redimensionando aspectos da vida em sociedade e o papel do indivíduo nas transformações do processo histórico, completando a compreensão das relações entre a liberdade (ação do indivíduo que é sujeito da história) e a necessidade (ações determinadas pela sociedade, que é produto de uma história).
O papel das disciplinas que compõem a área de Ciências Humanas, para esse nível de ensino e o momento histórico que se está vivendo, deve ser entendido em sua dimensão mais ampla, envolvendo a formação de uma cultura educacional. Vive-se hoje em uma sociedade marcada pelo domínio do mito do consumo e pelas tecnologias, com ritmos de transformações aparentemente muito acelerados e informações provenientes de vários espaços, embora predominando os meios audiovisuais, e ainda pela fragmentação do conhecimento sobre os indivíduos e a vida social.
As concepções políticas e as referentes às ações humanas nos espaços público e privado, assim como as relações homem-natureza, estão sendo modificadas. Os paradigmas científicos que sustentavam as bases fundamentais dessas concepções estão sendo questionados e colocados em cheque pelas realidades que glorificam o novo tecnológico, mas não solucionam problemas antigos, como as desigualdades, preconceitos, dificuldades de percepção do “outro” e as diversas formas de convivência e de estabelecimento de relações sociais. A difusão da racionalidade da ciência não acarretou o desaparecimento de formas de representação do mundo e do homem submetidas a dogmas e misticismos variados, permanecendo crenças religiosas diversas, muitas vezes contraditórias e paradoxais diante da presença cotidiana das tecnologias.
Tais constatações sobre as incertezas e mitos vividos pelos jovens da atual geração implicam delimitar com maior precisão o papel educativo da área, no sentido de possibilitar um ensino de caráter humanista capaz de impedir a constituição de uma visão apenas utilitária e profissional das disciplinas escolares.
No que se referem ao conhecimento histórico escolar, os currículos atuais são indicativos das transformações paradigmáticas do campo que envolve o conhecimento histórico como um todo.


DIAMANTINO (Dados Históricos)
1-Esta terra tem dono(1500). Quando os portugueses chegaram ao Brasil, não reconheceram os índios como pessoas iguais a eles. Achavam que os índios não tinham alma e, por isso, podiam ser “caçados” e obrigados a trabalhar para os portugueses. Pela razão, de que os portugueses acharam que podiam tomar conta das terras dos índios, destruir suas aldeias e expulsa-los. (O Mato Grosso, Maciel Antunes Laura, história 3ª Serie, Base Editora, São Paulo, 2004). O texto acima relata como foi o tratamento dado pelos portugueses aos nativos brasileiros, quando aqui aportaram no ano de 1500. Já no nosso imenso e desprotegido território diamantinense a situação não foi diferente, houve grandes barbáries contra as diversas nações indígenas que aqui habitavam a milhares de anos.

Os nossos primeiros habitantes: 1-Paresi (nunca deixaram de ser os memoráveis habitantes do torrão diamantinense, atualmente sobrevivem na Antiga Estação Telegráfica Parecis/Rondon, a 60 quilometros de Diamantino) 2- Apiaká, 3-Nanbikuára, 4-Iránxe, 5-Canoeiro de Mato Grosso, 6-Barbados, 7-Kaiabí, 8-Beiço-de-pau, 9- Bacairi.

2-Primeira notícia sobre o sertão diamantinense: (1553) Foi enviado por carta pelo soldado português Antonio Rodrigues ao Padre Manoel da Nóbrega, relatando a exuberância e riquezas existentes, fala também da organização fenomenal dos índios Paresi no sertão diamantinense.

3-A Preia de índios Paresi: (1723) O Capitão Antonio Pires de Campos, bandeirante e preador de índios fez o seguinte relato: “são numerosos e refratários ás pelejas, são os Paresi preferidos pelos preadores, que não tem dificuldades em cátivá-los ás centenas, ermando-lhes os domínios apesar de alvarás proibitivos”. (VHMT, p. 84)
4-Fundação de Diamantino.( 1ª OCUPAÇÃO)
Data de Fundação do arraial do ouro: 18.09.1728.
Fundador: Gabriel Antunes Maciel, bandeirante, nascido em Sorocaba, Capitania de São Paulo em 1692.
Motivo da Fundação: A descoberta de ouro e diamante, nas margens do Ribeirão do ouro e nos rios Diamantino e Paraguai.
Elevação de Arraial á Vila em 23.11.1820: Denominação: Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Alto Paraguai Diamantino.
Idade de Diamantino: 284 anos

5-Etimologia de Diamantino:

Diamantino é denominação de origem geográfica em referência ao Rio Diamantino. Trata-se da junção termo “diamante” acrescido do sufixo “ino”, que significa origem, natureza. O termo diamante vem do latim “adamas” significado o idomável, ou ainda “daemos” o tentador, por causas das paixões que a gema tem provocado nas pessoas, em todas as épocas ao longo dos tempos. (ABHF)
6-Escudo de Diamantino: (Brasão) (Foi criada pelo Professor Rui Rodrigues Fontes e pelo Padre José de Moura e Silva, no ano de 1979)

Coroa: Representa o domínio Colonial e Imperial dos portugueses.
Pássaro Fênix: Ave da mitologia grega que mesmo morta, queimada, reduzida a cinzas depois de mil anos renasceu. (Diamantino sempre ressurgiu em seus diversos ciclos históricos).
A flecha: representa as nossas nações indígenas, que com muita tenacidade resistiram aos constantes ataques moral e material ao longo da história.
O diamante: símbolo de dureza, beleza, riqueza e ambição, assim como o rio Diamantino o diamante faz parte de nossa etimologia que originou o nome Diamantino.
Os Ramos: representa a pujança da agricultura em nosso município que desde o ano de 1800, se plantava arroz, algodão, cana de açúcar, mandioca até os dias atuais onde o carro chefe da nossa economia e a produção em larga escala de soja, milho, arroz , algodão, mandioca e outros derivados.

A Eráudica (o que significa):
Progênies: povo, raça, descendência.
Durior: duro, forte.
Adamante: diamante.
Adamante Durior Progenies: “Um povo duro que nem o diamante”.
7-Principais arraiais de Diamantino entre 1728- 1900.
Arraial do Ouro (1728-primeiro arraial), Arraial Velho (1746), Arraial de Nossa Senhora do Parto (1746), Frei Manoel, Buriti, Diamantino, São João do Rodeio, Nossa Senhora das Mercês do Buritizal, Morro Vermelho, São Pedro.
8-Quilombos de Diamantino: 1740-1900
Denominados ribeiros Diamantino: Frei Manoel, Buriti e Diamantino. Outros quilombos são: Xingongo, Caramba, Cajuru, Arinos, Buracão, Madeira, Rola Moça.

9-A navegação Paranista: ( Diamantino á Belém do Pará.)
Primeira expedição: (1805), chefiada por Furriel Manoel Gomes, com 40 homens.
Local do embarque: Barra do rio Preto com o rio Arinos, local denominado Guarda Canoas.
Exportação: ouro e diamante.
Importação: Guaraná, sal, munição, armas, baixelas, seda e tudo mais que o povo encomendava aos navegadores Paranistas.
Fim ou decadência da Navegação Paranista:(1856), com a abertura da navegação do baixo Paraguai e do prata. foi um rude golpe para a vida econômica de Diamantino.
10-Implantação da Estrada Reúna: (1805) Era um símbolo do Comercio diamantinense, o transportes era feito através de Animais (burro,cavalo), de Cuiabá á Diamantino.

11-A ação da Igreja Católica no Arraial e Vila de Diamantino:
Frei José Manoel de Siqueira, além de ser missionário era botânico e estava em busca da quina peruviana. Trabalhou vários anos na nossa região criando assim um elo de amizade com os moradores, que lhe presta uma homenagem dando denominação a um rio de Frei Manoel no ano de 1799.
1º Capelão: Padre Francisco Lopes de Sá (1805). O Morro que dá acesso á escadaria do estádio Batistão no bairro buriti, foi uma denominação dada pela população de Morro de padre Lopes em homenagem ao religioso.
1º Capela foi construída a margens direita do Ribeirão do Ouro, em frente ao Atual cemitério Municipal no ano de 1808.
Paróquia e distrito de Nossa Senhora da Conceição do Alto Paraguai Diamantino, foi criado em 09 de agosto de 1811.
1º Vigário de Diamantino, Padre Cláudio Joaquim Monteiro de Faria em 1824 e os padres auxiliares foram: Victoriano José de França ( 2° vigário), Antonio Antunes Maciel, Miguel Francisco Navarros.
Bispo Frei José Maria de Mancerata, atuou em Diamantino entre 1831 a 1845.
O Padre Italiano Domingos Taganelli, foi assassinado dentro do consistório da igreja Matriz no ano de 1872, pelo motivo de que o padre era abolicionista, e nesse período a vila de Diamantino era totalmente escravocrata.
Criação da Prelazia de Diamantino, 22 de março de 1929, e elevação para Diocese em 16 de Outubro de 1979.
1º Administrador apostólico e bispo de Diamantino, foi João Batista Drudeneuf, em 26 de abril de 1930.
Chegada das Irmanzinhas da Imaculada Conceição á Diamantino. 21 de abril de 1934.

12-Alvará Régio de 23 de Novembro de 1820: Dom João VI assina o Alvará régio que elevou o arraial de Diamantino á vila, sendo só instalada a 12 de agosto de 1821 com a denominação de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Alto Paraguai Diamantino. Com isso a vila ganha porte de cidade com a Implantação de Cartórios, Fórum: com dois Juizes, Delegacia, Coletoria de Arrecadação, um Ouvidor Público e a Câmara dos Vereadores.

13-Foi solicitado a D. Pedro I que Diamantino fosse a Capital de Mato Grosso, (18.11.1821) o monarca português embora reconhecendo a bela prosperidade pela qual passava a terra dos diamantes, alegou a falta da existência de um grande rio, para que fosse implantado a navegação, que naquela época era fator principal o desenvolvimento econômico desta localidade.

14-A Vila de Nossa Senhora da Conceição do Alto Paraguai Diamantino em 1825.
(baseado em documentos 1750-1850)
Arraiais e Redondeza: 12.000 Na sede: 6.077 ( No perímetro Urbano)
Caracterização dos moradores na Sede:
População Negra: 3.530 (cativos) 196 (forros- livres)
Pardos: (indios-mulatos) 1.266
Brancos: (portuguêses e brasileiros, senhores de sesmarias, oficiais) 1.095.

15-O Comércio Diamantinense em 1825
Casas de Secos e Molhadas (Bolicho) 21 / Tabernas ( Bar, empório) 107 / Alfaiatarias 26 / Sapatarias 16 / Ferrarias 12 / Selarias 05 / Ourovesarias ( Casa de fundição de ouro. Joiais e diamante) 05 /Ferreiros 12 / Sesmarias ( titulo de terra que era concedida pelo rei de Portugal) 46 / Engenhos (de Água ardente, açúcar , rapaduras, melado e derivados da Cana) 11/ Fazendas de Gado 6.

16-Os destaques econômicos da Vila de Diamantino em 1825.
Diamantino nesse período tinha uma economia muito forte e sempre manteve a sua alto suficiência e independência econômica apesar do isolamento existente, a população produzia farinha de mandioca, Arroz, água ardente, açúcar, rapadura, azeite de mamona, algodão ( que era fiado e tecido nesta mesma localidade), Carne seca, licores, e Ouro e o Diamante.

17-A Expedição Langosdorff: Foi organizado pelo Barão Russo Gregory Ianovitch Langgsdorff, seus membros permaneceram na vila de Diamantino por quase cinco meses, e entre eles estava o pintor e retratista de Diamantino Hercules Florence, entre Janeiro a Maio de 1828.
18-A Rusga: Foi uma rebelião de grande importância no contexto histórico de Diamantino e de Mato Grosso, o ocorrido foi em 24 de agosto de 1834, quando houve muitas perseguições e mortes contra os bicudos portugueses, que defendia a manutenção do imperialismo no Brasil.

19-A escravidão em Diamantino entre 1750-1860. 60% da população diamantinense nesse período era de maioria negra que foram trazidos da África, todos Mulçumanos, as nações e etnias mais predominante eram as de: Congo, Moçambique, Angola, Guiné, Monjolo, Benguela, Nagô, Mina, Raussá e Cambinda.
20-O ciclo da borracha em Diamantino; Teve inicio por volta de 1865, já no ano de 1872, José Sabo Alves de Oliveira, remete á Paris na França, uma mostra da borracha diamantinense, que fora extraída no rio preto afluente do rio arinos, que foi considerada de ótima qualidade, sendo assim muito exportada. Em 1912 tem inicio ao plano brasileiro da borracha e Diamantino volta novamente a produzir borracha.

21-Almirante João Batista das Neves (ilustre Diamantinense): Nasceu na Vila de Diamantino em 28 de Julho de 1856, e a bordo do navio Minas Gerais foi assassinado em 22 de novembro de 1910 por marujos que encontravam rebelados.(a revolução que foi denominada de Marujada).
22-A Comissão Rondon: Diamantino foi a primeira sede da comissão na região, a heróica expedição teve o seu ponto de partida rumo ao amazonas o adro (pátio) da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição no ano de 1907. A inauguração da primeira estação telegráfica em território diamantinense foi em 24 de Fevereiro de 1908.
23-Um Ex-Presidente Americano em Diamantino; Theodore Rosevelt esteve no Município de Diamantino em expedição, acompanhado do sertanista Marechal Candido Mariano da Silva Rondon no ano de 1913/14.
24-A Coluna Prestes em Diamantino: Semeou a esperança e foi o estuário dos sentimentos de revolta que provocaram a derrocada da Republica Velha. A Coluna Prestes passou em Diamantino fazendo desordem e assustando os moradores, no ano de 1926/27.
25-Ex-Intendentes 1900-1930. (Intendente-pessoa que dirige, que administra, neste caso, gerenciamento de órgão público).
1º João Ferro - 2º João Ferreira da Silva - 3º Josino Viegas de Oliveira Pães - 4º Frederico Garcez Jortez - 5º João de Souza - 6º Caetano Dias da Silva.

26-Ex-Prefeitos 1931-2000 -Atual Prefeito- 2001- 2008.

Caetano Dias da Silva-1931/41 -1945/48
Mario Ferreira Mendes-1942/45
Jorge José Zammar-1946/50
José Bauduino de Araújo-1951/52
Arthur A. Ferreira-1953/55
Benedito Moreira da Silva-1956/59
Benedito Bruno Ferreira Lemes -1960/63
Ciro Capistrano da Silva – 1963/63 (Assumiu por 05 meses, por motivo de morte do Prefeito Benedito Bruno Ferreira Lemes, e a ausência do Vice Prefeito Jorge Itizaque).
Francisco Ferreira Mendes-1963/67-1975/79
João Batista de Almeida-1963/67 -1971/ 75 - 1979/83
Darcy Capistrano de Oliveira Filho-1983/88
Wilson Falcão Moreira da Silva-1989-92
Levi José Pedrini-1993- 1996
João Batista de Almeida Filho-1997- 2000
Francisco Ferreira Mendes Junior-2001-2004 - 2004/2008
27-O Hino de Diamantino: é de autoria de Irmã Narenda e Padre Cordeiro, escrita e musicada no ano de 1968.
28-A Bandeira de Diamantino: Características; Duas faixas extremas, uma em cima e outra embaixo, em cor verde, mais ao centro, duas outras faixas, em cor amarela e no centro, uma faixa maior de cor azul. No centro da faixa azul, em branco, as cinco estrelas do cruzeiro do sul. Representação das Cores, Verde: representa a riqueza da produção agropecuária e as duas bacias hidrográficas da América do Sul, a Amazônica e da prata, e a navegação Paranista. Amarela: representa o ouro e o diamante, cuja exploração nasceu o próprio nome Diamantino. Azul: representa o meio ambiente puro, e o céu tropical, em que insere a cor branca das estrelas.
29-Dr.Raimundo Krantz: natural da Hungria,foi considerado o primeiro médico de Diamantino. Em1953 iniciou seu trabalho clinico, em parceria com as Irmãnzinhas da Imaculada Conceição e a Prefeitura Municipal de Diamantino.

DR.Marzavão de Siqueira, desde o ano de 1956 dedicou-se boa parte do seu tempo para o atendimento aos pacientes de Diamantino e da vasta região, faleceu em 2003.
30-Pequi é a arvore símbolo de Diamantino, Lei Municipal nº 440/2002.
31-DIAMANTINO: “O vetusto e lendário arraial do ouro, desenvolveu-se, cresceu, tornou-se uma região pólo administrativo promissor e famoso em todo o mundo, berço de personalidades ilustres: Como os médicos Anízio Sabo Mendes, Ademir Capistrano Pereira, Paulo Eduardo de Siqueira, Gilmar Ferreira Mendes, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Barnabé de Mesquita/Advogado e Escritor, Coronel Manoel de Cerqueira Caldas/ o barão de Diamantino, Coronel Estevão Alves, Os sertanistas Frederico Paes da Costa, Aureliano Praxedes da Silva, Ângelo Falcão, Fredolino Vieira de Barro, Luiz Paes da Costa, João Zoromará que era Chefe indígena da nação Paresi, e tantas outras pessoas e gerações que fizeram e fazem de Diamantino o orgulho do Brasil.
32-Diamantino e a revolução de 1901:
No final do século XVIII, houve um entrevero político entre Generoso Ponce, do Partido Republicano e Antonio Maria Coelho, que trouxe desastrosas conseqüências ao município de Diamantino, que foi parcialmente destruída e queimada por força governamental em 1901.

33-Pontos Históricos e Culturais:
Igreja Matriz, Praça Major Caetano Dias da Silva (antigo 4 cantos), Cacimba, Capela de Maria Antonia, Estação Parecis/ Rondon, Porto da Criminosa, Rua dos Tocos, Rua das Renegadas, Rua do ouvidor, rua do Barato, Capim branco e Quilombo, Becos, ruas e vielas do Século XVIII, As ultimas mostras de Casarões que foram construída no início do século XVIII.

34-Dependência Genealógica:
O município de Cuiabá deu origem ao município de Nossa Senhora da Conceição do Alto Paraguai Diamantino, posteriormente simplificado para Diamantino.

35-divisor de águas de Diamantino: Bacias do Prata e do Amazonas.

36-Alguns Comerciantes do Passado:
Varejistas: Sebastião Manoel Pinto, Joaquim de Carvalho Rangel, Gregório Garcez Jortez, João Capistrano da Silva, João Ferreira de Vasconcelos, Benedito Bruno Ferreira Lemes, Atacadistas: Almeida & Cia Ltda, Orlando e irmãos (Atacadista) & Cia Ltda.

37-O primeiro batizado de Diamantino; Foi de João Batista Prudêncio, que posteriormente foi Alferes e Vereador, no dia 05 de maio de 1805.

38-Câmara Municipal de Diamantino-1825-1832): Os Vereadores da Vila de Diamantino foram: Cipriano DiasTaques, Manuel da Paz Oliveira, Gabriel José das Neves, Luiz Pedroso de Barros e José Antunes Maciel, João Batista Prudêncio.

39- Folclore Diamantinense: Musica( Rasqueado), Folguedo (Cururu) Dança ( Siriri, São Gonçalo, Boi a Serra), As Rezas e Ladainhas e as Bandeiras.

40-Algumas lendas de Diamantino: Minhocão do rio Arinos, Encantos de sete lagoas, O kágado de ouro, O touro negro, Encantos de toldas, Enterro do chora, Lagoa da princesa, Enterro da cabeceira do rio Diamantino, O buracão.

41- Nossas Rodovias: Federal: BR 364 e 163 - Estadual BR/MT 240, 010, 121, 160.
42-Capitania de Mato Grosso: Foi criada a 09 de Maio de 1748, tendo atualmente 258 anos, o primeiro Capital General Dom Antonio Rolim de Moura, na carta patente de 25 de setembro de 1748.
43-Origem do nome Mato Grosso: O nome é originário de uma extensão de sete léguas de mato alto, espesso, quase impenetrável, localizado as margens do Rio Galera, percorrido pela primeira vez em 1734, pelos irmãos Paes de Barros.

44-Guerra do Paraguai: 1865-1870 (Aliança de Brasil, Argentina e Uruguai, contra o Paraguai: um país super desenvolvido e economicamente independente.) Mato Grosso participou ativamente.

45-denominação de habitantes de Diamantino: diamantinense.


 
BREVE ROTEIRO GEOGRÁFICO DE DIAMANTINO

(Apostila JPC – 03)





01-Área Geográfica por KM2: 7.980,20
Altitude - Metros: 225
Longitude West-GR: 56º26’53”
Latitude Sul: 14º26”43”
Temperatura Média anual: 26°
Índice pluviométrico anual/mm (chuva): 1500- 2000
Qualidade de Solo: Latossolo/ vermelho/ amarelo (LVA)
02-Localização geográfica :
Mesorregião: 127
Microrregião: 521 ( Parecis)
Médio-Norte de Mato Grosso
03-Relevo de Diamantino:
Planalto dos Parecis
Baixada do Paraguai
Calha do Rio Paraguai
04-Formação Geológica:
Cobertura não dobrada do fanerozóico
Bacia mesozóica dos parecis
Bacia quartenária do Xingu.
05-Clima:
Tropical sob-úmido, com cinco meses de seca entre maio e setembro.
Precipitação anual: 1750 mm, com intensidade máxima em janeiro e março. Temperatura média anual: 26, maior de 38º e menor já registrada de 0º.

08-Limites geográficos:
Ao leste: Nobres.
Ao sul: Alto Paraguai, Nortelãndia e Nova Marilândia.
Ao oeste: Campo Novo dos Parecis.
Ao Norte: São José do Rio Claro, Nova Maringá, Nova Mutum.

09-HIDROGRAFIA ( Rios, Ribeirões e Córregos)

Rios: Preto, Sumidouro, SucuruÍna, Seputuba, Claro, Arinos (margem direita), Diamantino, Paraguai, Buriti, Amolar, Caeté, Toldas, Frei Manoel, Ribeirão do Ouro, Caramba, Córrego da Piçara, Ribeirão Vermelho, Água Fria, Caju, Nobres, Córrego Grande, Xingongo, Mantiquira, Lavapés, Pimenta, Estivado, Triste, Cagado, Alegre, Meugueira, Peraputanga, Teixeira.
10-Dependência Genealógica:
O município de Cuiabá deu origem ao município de Nossa Senhora da Conceição do Alto Paraguai Diamantino, posteriormente simplificado para Diamantino.

11-Divisor de águas de Diamantino: Bacias do Prata e do Amazonas.
12-Bairros:
Adriana, Alvorada, Bom Jesus, Buriti, Centro, Célia Regina, Eldorado, Evereste, da Ponte, Guaraná, Morumbi, Nossa Senhora da Conceição, Novo Diamantino, Pedregal, Primavera, Popino, Posto do Gil, São Benedito, Serra Azul.

13-Comunidades Rurais:
Astolas, Bojui, Buriti, Caeté, Caju, Chingongo, Córrego Grande, Deciolândia, Dois irmãos, Estivado, Ilha, Frei Manoel, Mantiquira Meugueira, Paraguaizinho, Parecis, Pequeno Figueredo, Peraputangas, Ponte de Pedra, Rio Preto, Saltinho, Sumidouro, São João, Teixeira, Três Capão.

DADOS ESTATISTICOS:

14-População: 20.160 (IBGE/ 2003)
Eleitores: 12.265 (Cartório Eleitoral/ 2006)

15-Aspectos econômicos: (Em relação ao Estado de Mato Grosso
O Município ocupa posições de destaques nas suas atividades de Produção: 1º Suínos – 2º Diamante – 3º Algodão – 4º Soja. A bovinocultura, piscicultura, avicultura e a agricultura familiar estão em grande fase de desenvolvimento.

ELABORAÇÃO DE ROTEIROS TURISTICOS
(Apostila JPC – 01)

Introdução

Com o intuito de elaborar um roteiro das atrações turísticas do Município de Diamantino, o curso tem como objetivo fazer com que o aluno conheça a cidade em que vive em sua parte cultural, histórica, social, turística e de lazer. Através de pesquisas sobre diversificados assuntos, o aluno construirá seu conhecimento sobre a cidade e poderá construir um turístico realmente eficaz para contribuir com as pessoas que o utilizem.
Afinal, Diamantino e uma cidade cheia de opções... o que é realmente necessário, é mostrar o que temos de mais bonito, que muitas vezes é esquecido.
A questão fundamental de nosso Curso é se, realmente, os alunos conhecem a cidade em que vivem, com suas belezas naturais, sua cultura secular, seus patrimônios e, principalmente a sua história. E será que todos temos condições de conhecer todos os lugares de Diamantino, e de fácil localização?


ROTEIROS TURISTICOS

As orientações para elaboração de roteiros turísticos são importantes para que se inicie de forma organizada, o processo de roteirização, o que subsidiará fortalecimento dos vários processos já existentes, nas diversas regiões turísticas. Possuem caráter norteador e devem ser acolhidas dentro do princípio da flexibilidade, conforme apontado anteriormente.
Ressalta-se que a roteirização é um processo com finalidade mercadológica, o que torna necessário, portanto, a elaboração de um Plano de Marketing. Esse Plano deve contemplar a elaboração, a atribuição de preço, a distribuição, a promoção e a comercialização do produto turístico. O Programa de Regionalização do Turismo dispõe de documento específico sobre promoção e comercialização, o qual apresenta estes processos detalhadamente.
Com vistas à uniformização e difusão da linguagem técnica, relacionam-se, abaixo, alguns conceitos adotados pelo Programa, utilizados neste documento.
Atrativo turístico:
Local, objeto,equipamento, pessoa, fenômeno, evento ou manifestação capazes de motivar o deslocamento de pessoas para conhecê-los.

Serviços e equipamentos turísticos:
Conjunto de serviços, edificações e instalações indispensáveis ao desenvolvimento da atividade turística. Compreendem os serviços e os equipamentos de hospedagem,alimentação, agenciamento, transporte, para eventos, de lazer etc.
Infra-estrutura de apoio ao turismo:
Conjunto de obras, de estrutura física,equipamentos e serviços que proporciona boas condições de vida para a comunidade e dá base para o desenvolvimento da atividade turística. Exemplos: transporte, energia elétrica, abastecimento de água, arruamento, escolas etc.

Oferta turística:
Conjunto de atrativos, serviços, equipamentos turísticos e infra-estrutura de apoio ao turismo.

Região turística:
Espaço geográfico que apresenta características e potencialidades similares e complementares, capazes de serem articuladas e que definem um território.

Produto turístico - Conjunto de atrativos, equipamentos e serviços turísticos acrescidos de facilidades, ofertado de forma organizada por um determinado preço.

Roteiro turístico – Itinerário caracterizado por um ou mais elementos que lhe conferem identidade. É definidas e estruturadas para fins de planejamento, gestão, promoção e comercialização turística.

Rota turística:
Percurso continuado e delimitado cuja identidade é reforçada ou atribuída pela utilização turística.
Destino turístico:
Local, cidade, região, ou país para onde se movimenta os fluxos turísticos. Ressalta-se que é necessário compreender uma região turística como um território que pode ser constituído por municípios, distritos e áreas de um ou mais estados, ou, de um ou mais países. Ou seja, pode ultrapassar os limites geopolíticos pré-estabelecidos no país. Ressalta-se, também, que a região turística deve ser entendida diferentemente das microrregiões brasileiras (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste, Centro-Oeste).

“Atrativos turísticos podem ser entendidos como locais, objetos, equipamentos, pessoas, fenômenos, eventos ou manifestações capazes de motivar o deslocamento de pessoas para conhecê-los”.

• atrativos culturais: elementos da fluxos turísticos. São os bens e valores culturais de natureza material e imaterial produzidos pelo homem e apropriados pelo turismo, da pré-história à época atual, como testemunhos de um cultura(artesanato, gastronomia etc.);

• eventos programados: eventos que concentram pessoas para tratar ou debater assuntos de interesse comum, negociar ou expor produtos e serviços, de ordem comercial, profissional, técnica, cultural, científica, política, religiosa.

• atividades econômicas: atividades produtivas capazes de motivar a visitação turística e provocar a utilização de serviços e equipamentos turísticos (fabricação de cristais, agropecuária, extrativismo etc.);

ROTEIRO PARA A CARACETRIZAÇÃO DE UM ATRATIVO NATURAL: (Descrição Histórica, Bioma/ecossistema, localização, tipo de atrativo, ambiente, atividades locais, Atividades potenciais, grau de dificuldade de acesso, Características relevantes, Sazonalidade do atrativo e Paisagem Cênica).

PONTOS ATRAÇÕES NATURAIS DE DIAMANTINO:

São inúmeros os atrativos naturais, artísticos e culturais existentes em Diamantino.

1-Chora (*)

2-Bocaina (*)

3-Bica da Serra

4-Balneário Frei Manoel

5-Cachoeiras na Fazenda Ribanceira (*)

6-Cachoeiras do Frei Manoel

7-Clube de Campo Caramba e Encontro das águas (frei Manoel / rio Diamantino)

8-Divisor das águas, das bacias da prata e do amazonas.

9- Guarda Canoas – Rio Preto ( Marco inicial da navegação paranista)

10-Lagoa da Princesa (*)

12-Nascente do Pantanal (rios caeté, amolar e paraguiaizinho)

13-Ribeirão do Ouro com o rio Diamantino (Marco inicial da primeira ocupação)

14-Rio Sumidouro

15- Ruínas dos quilombos ribeiros Diamantino.

15-Saltos e as cachoeiras do rio frei Manoel

16-Serra calçada (Antiga estrada dos viajantes e dos tropeiros) (*)

17- Vale do Estivado – E as linhas telegráficas de Rondon.



PONTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS:



1-Arraial Velho (Nossa Senhora do Parto / 1745)

2-Becos e Ruas do Centro Histórico

3-Espigão do Padre Lopes

4-Cacimba

5-Capela de Maria Antonia

6-Capim Branco

7-Casa Canônica.

8-Casarões Seculares.

9-Estação Telegráfica Rondon

10-Igreja Matriz

11-Morro do rola Moça

12-Morro do mil réis

13-Morro do Madeira

14- Museu da Diocese de Diamantino

15- Porto da Criminosa

16- Praça Major Caetano Dias (Antigo 4 cantos)

17-Terminal Rodoviário Adelino Dias da Silva



TABELA DE DESCRIÇÃO DAS ROTAS



Na tabela de descrição de rotas são eleitos percursos simples e viáveis, que são descritos na sua continuidade para a verificação das rotas acessíveis. Os percursos são numerados para serem acompanhados por meio de mapas esquemáticos (plantas baixas da edificação com o percurso assinalado). Tal instrumento se mostrou útil por revelar a real situação de percursos, uma vez que há muitas vezes locais com facilidades de acesso, mas sem oferecer uma rotarealmente acessível entre o ponto de origem e o do destino, inviabilizando a autonomia do usuário.





REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade de Pessoas

Portadoras de Deficiências a Edificações, Espaço, Mobiliário e Equipamento Urbano. Rio de Janeiro:

ABNT, 1994.

BAHIA, Sergio Rodrigues (Coord.); COHEN, Regina; VERAS, Valéria. Município e Acessibilidade. Rio de

Janeiro: IBAM/CORDE, 1998.

BINS ELY, Vera Helena Moro. Orientar-se no espaço: condição indispensável para a acessibilidade.

In: Anais do Seminário Acessibilidade no Cotidiano [CDrom]. Rio de Janeiro: Núcleo Proacesso/

UFRJ, 2004

COHEN, Regina. Urbanismo e Acessibilidade. In Jornal Superação, Ano VII, N.6, Rio de Janeiro,

out./dez., 1993.

. Formação Universitária: a arquitetura do futuro. In Anais do VI Seminário sobre

Acessibilidade ao Meio Físico (VI SIAMF). Brasília: Coordenadoria Nacional para Integração

da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), 1994.)

5 comentários:

  1. Professor eu precisa dos dados dos nascimentos dos bairros aqui de Diamantino, principalmente do Bairro Buriti

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  2. Esses dias estive em Diamantino para fazer avaliação de algumas fazendas na região e esse blog me ajudou muito na elaboração da parte descritiva do municipio.
    muito obrigado

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  3. Escrevi um livro intitulado "O Mistério e os Milagres de Maria Antônia", que será lançado no evento "Exposição Itinerante do Patrimônio Imaterial de Mato Grosso/EXPOIMAT", que terá sua abertura no próximo dia 07 de Maio de 2016, à 19:00 horas, na Casa Memorial dos Viajantes.
    Conto com o apoio e a presença de todos.

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  4. A quem interessar, o meu livro O MISTÉRIO E OS MILAGRES DE MARIA ANTÔNIA está à venda na Casa Memorial dos Viajantes, na loja "Arte e Artesanato e na livraria Aquarela. O preço é R$ 20,00 (Vinte Reais).

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  5. Precisava de dados revelantes para um levantamento de fauna que realizei no município, já fui seu aluno a muito tempo atrás e agradeço pelas informações do blog que me ajudaram para o que precisava.

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